Os madeirenses assistiram atónitos a mais uma semana invulgar. Em Lisboa, o presidente da Madeira só 'desentalou' a língua ao fim de cinco ou seis audiências. Longe vão aqueles dias diabólicos, antes das eleições, em que tinha todas as respostas debaixo da língua, de manhã, à tarde e à noite. Por cá, assistimos à gradual arrumação de pessoas e de departamentos do novo governo. Ninguém fica de fora, porque na mesa da função pública cabe sempre mais um, embora todos os responsáveis garantam que procederam à redução de 15% dos custos. Vamos aguardar serenamente pelas 'obras a mais'. Na capital, no final das reuniões em que o presidente se apresentou sem qualquer medida concreta para atenuar os problemas amontoados na Região, ficámos a saber pelo próprio que o Governo da Região também está "entalado". Valeu a confissão e a expressão utilizada, porque a realidade já era bem conhecida. Melhor seria que responsabilizasse e explicasse quem nos entalou, se foi outra vez a trilateral, os medíocres da Oposição ou os 'súcias' da comunicação social; se a culpa é "dos mercados" ou se é toda dos desgraçados que reconhece ter escolhido mal. Resumindo e baralhando, era bom sabermos se alguma parte do entalanço lhe compete e se é um sacrilégio exigir-lhe responsabilidades por algum dos desvarios. Na Madeira, na elaboração do 'puzzle governativo', saltou à vista a arrumação de uma série de familiares do círculo do poder. A verdade é que essa condição - o parentesco - não pode ser impedimento para o acesso aos melhores cargos públicos, porque o fundamental é a competência. E não custa acreditar que quadros tão bem rodeados familiarmente não sejam efectivamente competentes. Estranho é que tanta gente brilhante prefira refugiar-se no 'quentinho' da Função Pública, com mordomias garantidas mas onde muitas vezes se desperdiça talentos, em vez de darem largas à sua efectiva competência, aventurando-se na iniciativa privada, criando empregos e riqueza. Estranho porque, tendo as famílias que têm, poderiam usar a comprovada influência sénior para acederem facilmente a boas carteiras de clientes e de fornecedores, com a sua real competência a fazer o resto. Assim transparece a ideia, certamente errada, que os papás querem apenas 'desentalar' os filhotes, os outros que se lixem... De volta ao que efectivamente interessa, partimos para mais uma semana com muitas "certezas" - nada de mais impostos, zero despedimentos na função pública, não há dinheiro não há obras - e uma pequenita dúvida: como é que vamos pagar o que devemos? João Silva, Campeão nacional CPR2 O piloto madeirense chega ao fim das provas nacionais com um trajecto impecável. Para além do título sectorial, voltou a subir ao pódio Isabel Ramos, Campeã nacional CPR Mais concorrentes dariam maior brilho ao seu feito da madeirense. A sua persistência teve uma justa recompensa com o título nacional Dionísio Câmara, Presidente do SIAP-Madeira Munido de argumentos factuais, o sindicalista continua a perseguir algo de muito simples: tratamento igual para casos iguais na PSP Francisco Carreira, Presidente do C.A. EDIMADE Lidera uma empresa construtora que aposta na internacionalização e quer manter os negócios na Região, onde factura 20 milhões por ano Tânia Nóbrega, Artesã Com simplicidade e dedicação, acabou por adoptar o artesanato como forma de vida. Fá-lo com criatividade e, sobretudo, com gosto