João Gomes Sobre o artigo publicado na vossa edição do dia 18/11/2011, na área do Desporto (Marítimo pondera dar falta de comparecência e talvez futuramente desistir das competições nacionais nas chamadas modalidades amadoras por falta de verbas), sou a comentar o seguinte: em primeiro lugar e a ser verdade gostava de dar os meus "parabéns" ao Governo Regional e ao Clube S. Marítimo pela possibilidade de dar aos jovens madeirenses praticantes (andebol, voleibol, futsal. etc) de voltar atrás uns 25 anos, naquilo que diziam ter sido conseguido ao longo destes anos em prol dos direitos da autonomia da Madeira, Muito Bem. Sei que a vida está muito difícil, que existe miséria e famílias com grandes dificuldades económicas, mas isso não é desculpa pelos cortes a serem realizados na área do desporto regional, e privar os jovens madeirenses das chamadas modalidades amadoras competirem ao nível nacional com "brio" e qualidade, que têm apresentado. Vergonha é ver o dinheiro gasto no futebol profissional, o qual nada traz de bom à nossa ilha, equipas que lutam para a Europa e não passam das pré eliminatórias (onde estão essas maiores valias?), gastos em jogadores estrangeiros para as camadas jovens (juvenis / juniores e seniores) sem que no futuro consigam tirar proveito desses mesmos investimentos, isso sim é que é vergonhoso. O que eu digo e em relação ao Marítimo e não só ao Marítimo, quando não se pode não se promete, não podemos contar com o "ovo no cu da galinha", já diz o ditado, e que não venham com histórias dos pais ajudarem, porque muitos ajudam nas deslocações diárias para e regresso dos treinos e não só, enquanto para o futebol existe transporte do clube a toda hora, Eu também posso e tenho o direito de pensar se entretanto os dinheiros já facultados pelo IDRAM, foram bem investidos, se foi realmente para o apoio a essas modalidades. O desporto faz bem à saúde, priva os jovens de caminharem por outros caminhos, sem futuro à vista com a falta de mercado de trabalho, que papel e responsabilidade terá este Governo perante esta situação. Que termine com as Sociedades de Desenvolvimento, que termine com lugares, vencimentos e cargos desnecessários no IDRAM e outros gabinetes do Governo, que dê a possibilidade a estes jovens de competirem, mas com principio meio e fim, sendo as coisas ponderadas, sem loucuras, porque é deles e dos outros não praticantes o nosso futuro. Bem haja ao desporto e às modalidades amadoras.