FM "Orquestra Sinfónica Canina" na Assomada. Admirados com o título? Pois não se admirem, que não se trata de ficção, mas sim da mais pura realidade! Confesso que ponderei muito, antes de decidir usar (pela 1.ª vez) este precioso espaço que o DN disponibiliza às pessoas que, infelizmente, não conseguem fazer ouvir o "eco" da sua voz. A situação que ora passo a descrever tem a ver com um "dueto canino" que, se calhar nestes tempos de crise, pretende "ombrear e concorrer" com os elementos de outra orquestra canina, algures em Gaula, que já foi referenciada neste espaço e também no YOUTUBE. O âmago principal desta questão prende-se, talvez não propriamente com os ditos animais, que, "enjaulados num espaço aberto e desabrigado", são porventura os menos culpados (não se pense que eu não gosto de animais, ou que tenho algum rancor especial contra estes entes em particular). Trata-se, isso sim, da enorme insensibilidade dos donos, que denotam não saber conviver com as mais elementares regras em sociedade, ou seja, equilibrar o "fiel da balança" entre os DIREITOS e DEVERES com os seus vizinhos. Saliento que nas imediações, para além das pessoas que ainda estão na fase activa da vida, ou seja, trabalham e precisam descansar para no dia seguinte retomarem as suas obrigações e actividades, também vivem idosos doentes, já octogenários, que após terem passado por uma vida de pesado e árduo trabalho e dificuldades de vária ordem, merecem um mais que justo descanso e sossego nocturnos, do qual não podem usufruir. Isto deve-se, claro está, aos aludidos cães com o seu constante "ladrar e uivar" durante a quase totalidade das noites, sem aparente motivo para tão grande alarido. Já falei educadamente com um dos donos, mas foi pura perda de tempo (fez "orelhas de mercador", como diz o povo)! (...) Mas, parafraseando um dos adágios mais populares, "um mal nunca vem só", pelo que, até no período diurno, a calma e tranquilidade também têm sido postas em causa desde há um mês a esta parte, na mesma localidade, com o "martelar constante" de duas máquinas que "infernizam e desassossegam" todas as pessoas das redondezas. Porque não quero alongar-me em demasia, pretendo apenas com esta publicação alertar a "consciência" dos responsáveis visados, para que pensem um pouco mais e melhor no "seu próximo", pois ninguém vive só!