Se fôssemos todos optimistas, com a notícia do país a deter o menor potencial de crescimento do euro, víamos nisto uma mera situação passível de ser contornada. No entanto, com o Eurostat a revelar estes dados de recessão técnica de Portugal na UE, seja normal algum desconforto. Todavia, convinha, em vez de "saltarmos fora" do problema e continuar ainda assim a reclamar; participarmos com mais ideias de projectos, inovações que não exigem avultados custos, poupanças tanto em factores de produção assim como nas nossas economias domésticas, nos nossos cafés, restaurantes… Friso estes aspectos, porque em vez de darmos a crise como irreversível, convém-nos fazer dela um teste à nossa desenvoltura. Ouvimos que muitas das grandes oportunidades surgem em momentos como este. De CRISE! Pois então, se não podemos pensar em grande, pensemos pequeno, mas com qualidade e persistência e sem grandes empréstimos, pois a maior doença da nossa economia está na criação monetária pelo crédito com os juros que o persegue. Façamos um teste de supressão de desafios aplicando nada mais que a análise SWOT. Por exemplo, seguindo alguns dos nossos pontos fracos, referidos no relatório de monitorização dos indicadores do 'Pacto do Euro', em que o país regista uma diminuta orientação para as exportações, "um grande défice externo"… Ou como ponto forte, a boa nota atribuída quanto à integração de imigrantes… E por aí adiante reuniremos os pontos-chave a confrontar e analisar. Agora, mãos ao trabalho.

Elizabete Andrade, Colaboradora da Associação Académica da UMa