Nuno Neves O País, a Região e os cidadãos passam por momentos difíceis principalmente no nível económico-financeiro. O orçamento de Estado de 2012 da República Portuguesa obriga-nos a muitos sacrifícios. Por entre as diversas medidas de aumento de impostos e diminuição de rendimentos, prevê-se o fim das isenções de IMI e a reavaliação de todos os prédios que ainda não foram alvo dessa revisão de acordo com o novo código do IMI. Nesse sentido, as receitas dos Municípios serão beneficiadas, pois com essa reavaliação uma grande parte do Património Predial mais antigo irá aumentar exponencialmente os valores pagos em sede de IMI. O Município de Câmara de Lobos é um dos que pratica a mais elevada taxa de cobrança desse imposto na Madeira (0,4%). Apesar de muito gostarmos e orgulharmos de lá viver, não compreendo a razão de pagar um imposto tão grande e maior do que o cobrado por exemplo no Município da Capital e principal cidade da nossa Ilha, que é o Funchal. Se os edifícios de habitação de Câmara de Lobos se situassem no concelho de Santa Cruz, um Município igualmente periférico a leste da Capital da Região Autónoma da Madeira e com uma população semelhante, pagariam lá menos 25% de imposto pois a taxa lá é de 0,3%. Apelando ao bom senso do sr. Presidente do Município Arlindo Gomes e à sua consciência social num momento tão sensível, sugerimos-lhe se possível a redução da taxa de IMI a cobrar no Município, de modo a aliviar um pouco a carga fiscal a que os munícipes encontram-se sujeitos. Câmara de Lobos agradece.