Vivemos numa época controversa, no que diz respeito às questões do consumo de substâncias ditas proibidas, que beneficiam em termos de performance aquele que as utiliza. Este será sempre um tema polémico, com opiniões divergentes, mas é consensual que o desportista que se sirva destas substâncias deva ser castigado. Definir o castigo adequado para que tal situação não se repita é o passo a seguir, sendo que a justiça desportiva tende a pecar nas suas decisões. Para além desta demonstração de falta de competência por parte dos organismos que ditam as sanções, o doping é na maioria dos casos equacionado de forma desacertada, sem a pertinência desejada. Os meios de comunicação usualmente transmitem as notícias dos desportistas que foram «apanhados» apenas com a intenção de denegrir a sua imagem, porque supostamente assim venderão mais e os interesses pessoais são mais importantes que os interesses gerais, não contribuindo para uma sociedade melhor. As notícias deveriam de visar a protecção dos desportistas e não piorar ainda mais a sua situação. Como é óbvio eu sou totalmente contra este consumo e intercâmbio de qualquer tipo de substâncias ilícitas, contudo julgo que o melhor caminho seria darem as notícias e ao mesmo tempo exporem às pessoas quais os efeitos resultantes de tal consumo. A saúde é que sai prejudicada! Então dar a notícia enunciando estes factos não seria vantajoso? As pessoas são «levadas» pelos factos, então referi-los com este impacto despertaria maior atenção.

Tomás Freitas - Colaborador da AA UMa