António Alfredo Em dia de posse do Governo Regional, o Diário resumiu a governação dos últimos quatro anos (nalguns casos, mais do que isso), a duas ou três linhas. Assim, como quem dá a coisa de barato. Ainda por cima, revelando desconhecimento (para não lhe chamar outra coisa) ou uma amnésia conveniente. Só que podia disfarçar um pouco melhor e, deixando-se de questiúnculas menores para bater no mesmo ceguinho, podia, pelo menos, fazer justiça ao que de bom se realizou. Por exemplo, podia falar da moderna rede viária que rasgou vales e montanhas e aproximou populações. Ou não se lembram de quanto custava a alguém do Porto Moniz ou da Calheta ter que vir ao Funchal tratar da sua vida? Podia também falar da descentralização, da modernização e simplificação dos serviços. Da revolução operada na energia e do esforço contido na introdução de fontes renováveis que nos fazem poupar milhões de euros. Das centenas de obras de recuperação e reabilitação realizadas após o 20 de Fevereiro de 2010. Da moderna rede escolar. Das parcerias com universidades de prestígio e do intercâmbio de conhecimento daí resultante. Do acesso generalizado e gratuito à educação e à saúde, com bons equipamentos e profissionais competentes. Da recuperação e alavancagem que se operou no sector primário. Dos milhões de euros que se injectou no tecido empresarial, através dos vários sistema de apoio. De tanta coisa. De tantas obras, algumas emblemáticas como o aeroporto, a remodelação do porto do Funchal, a Casa das Mudas, e, mais recentemente, a nova Avenida Sá Carneiro. Do esforço de promoção da Madeira no exterior. Da aposta numa cultura empreendedora, particularmente nos mais jovens. Da aposta num ambiente mais limpo e sustentável, menos dependente de fontes poluidoras. De tanta, tanta coisa positiva. Coisas que para o Diário, obviamente, não interessam. Não é que se peça muito. Apenas a verdade, sem a escamotear. Só isso. Nada mais que isso.