O futebol madeirense continua a não estar bem, pois além dos grandes problemas que assolam os clubes, tivemos duas "chicotadas psicológicas" no Nacional e no União. Mais uma vez treinadores escolhidos pelo seu perfil e currículo para essa função, saíram pressionados por circunstâncias que normalmente nada têm a ver com a sua real capacidade e saber. Todavia esta atitude das direcções não tem nada com a psicologia. Primeiro, porque não foi tomada por nenhum psicólogo após estudo especializado (não o é quem quer, mas quem sabe), e depois, porque não garante a inversão dos resultados desportivos. Na generalidade a aplicação desta medida, ao treinador com o seu despedimento e aos jogadores com a imposição de um novo líder, é apenas a forma mais fácil de mascarar alguma incompetência e falta de conhecimento. Muitas vezes vão "de cavalo para burro". Se a regra fosse esta, muitos políticos não aqueciam as cadeiras e o conceito de família deixaria de existir. Hoje nenhum individuo consegue sentir-se bem consigo próprio e com os outros, porque tudo acontece demasiado rápido para se sentir estável. A desadaptação ao meio é uma realidade. Vivemos num tempo de desamor e desrespeito. Vivemos uma e numa sociedade com fome de tudo. Temos que nos voltar para a natureza e respeitá-la, ou pereceremos. "A nossa sociedade é dirigida por loucos, com os seus objectivos loucos. Penso que estamos a ser governados por maníacos com propósitos maníacos e penso que serei considerado louco por expressar tal opinião. Esta é a parte insana da questão", dixit John Lennon... Ontem vivemos um 11/11/11. Uma raridade. Até breve.
João MM Castro, Psicólogo Clínico