Énio Gonçalves Caro José Gomes, Comento o seu artigo do dia 10/11, em que referia o artigo 13º da constituição portuguesa, no qual todos os cidadãos são iguais, ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de direitos, etc. e tal... Refere que o governo não deve discriminar os trabalhadores da função publica, retirando-lhes o 13º e 14º mês e isentando os privados... Pois bem, nos bons velhos tempos das promoções automáticas, das reformas mais vantajosas, dos inúmeros benefícios na saúde, das "pontes", tolerâncias de ponto e de um rol de outras benesses, não ouvi nem uma palavra de preocupação com a diferença de benefícios para com o privado... onde é que estava o artigo 13º nessa altura? Compreendo o vosso desespero, se aí estivesse também me queixaria, mas acho que teria o bom senso de não gritar "descriminação" em relação aos coitados do privado, pois fica mal. Lembro que os tão badalados "direitos adquiridos" da Função Publica contribuiram para o problema financeiro que hoje todos temos que lidar... não que a culpa seja vossa, simplesmente aproveitaram o que vos deram, mas não esperem ter simpatia de quem nunca gozou das vossas vantagens laborais. Graças a muitas mordomias e privilégios, somente destinados ao sector público, hoje o sector privado é presenteado com o corte no subsidio de Natal, com mais meia hora por dia de trabalho gratuito (também querem?), com a perda de feriados, e sabe-se lá o que mais vem por aí... Lembrem-se que nós sofremos quando o nosso patrão faz asneira, mas quando é o vosso a meter água pagam vocês mas pagamos nós também. E caso alguém da Função Pública esteja descontente a ponto de trocar de trabalho comigo, eu aceito logo!... é que mesmo com a perda de tantos benefícios, continuam a ter mais que nós.