C. Marques No passado dia de Todos-os-Santos, eu e mais três familiares, depois do almoço, subimos o Caminho da Levada da Serra, no Santo da Serra, para passearmos na levada. Estávamos avisados que a meio do percurso, do lado esquerdo, existe uma quinta vocacionada para atividades equestres de onde, frequentemente, saem cães para o exterior e que molestam as pessoas que por lá passam. Confiámos no exagero dessas informações e metemo-nos a caminho, cada um de nós munidos com um pequeno ramo que viria a ser útil pouco depois. Quando nos aproximámos do portão da referida quinta, que estava meio aberto quatro ou cinco cães de diferentes raças e tamanhos investiram na nossa direção ladrando. Brandimos os ramos que trazíamos, para os manter à distância até que, imediatamente, uma senhora surgiu atraída pelo barulho e chamou os cães, alguns pelos nomes, o que os acalmou não havendo outra consequência a lamentar além do susto. Instámos com a citada senhora que o portão deve estar sempre fechado para que os cães não venham para o caminho onde circulam muitas pessoas, estrangeiros e locais, que utilizam aquele percurso de acesso à Levada da Serra para quem os cães á solta representam um perigo. Educadamente foi-nos dizendo que estes animais não atacam ninguém - há dois anos que estão naquele local e nunca tiveram queixas, "até os estrangeiros fazem-lhes festas" retorquiu. Após a defesa destes argumentos de parte a parte prosseguimos o nosso percurso, já sem disposição e, para não nos arriscarmos a novo encontro, descemos por outro local. É voz corrente nas proximidades que esses animais têm assustado muita gente. Quem tem cães nas suas propriedades tem de ser cauteloso NÃO DEVE, em circunstância alguma, permitir que saiam do espaço onde estão em segurança e permitem que no exterior os transeuntes circulam igualmente seguros. É sabido que muitos cães domésticos, ainda que mansos, mordem pessoas que mostrem medo, receio ou tentem fugir deles. Pior ainda quando os ditos se juntam em grupos. Afim de evitar males maiores, importa que os proprietários da referida Quinta assumam uma atitude cívica e responsável ordenando aos seus colaboradores que cumpram com o que está estabelecido na Lei que regula esta matéria e que as autoridades competentes fiscalizem o cumprimento da mesma.