M. Pereira Uma empresa com vários meses de ordenados por pagar e indemnizações por despedimentos por justa causa a pelo menos 10 funcionárias, deste Março deste ano, continua aberta ao público como se nada de anormal se passasse nem devessem nada a ninguém. Nada de estranho, no País e Região em que vivemos. Digo, nada de estranho se estivéssemos a falar de uma qualquer empresa de condomínios, de uma fábrica ou até de um qualquer restaurante. Mas estamos a falar sim de uma "famosa" creche da nossa praça. Empresa essa que sempre recebeu apoios do governo, desde a sua construção há 11 anos, e até apoio a 100% para os ordenados das suas funcionárias. Empresa essa que tem processo de insolvência a decorrer no tribunal, irá ter processos no Tribunal de Trabalho e mais meia dúzia de credores a "berrar". Empresa essa que recorreu a mão-de-obra "familiar" para continuar a receber meia dúzia de crianças, num edifício com capacidade para pelo menos 100 crianças (6 salas) e construído com o dinheirinho de todos nós a fundo perdido (e as ex-funcionárias qualificadas e com experiencia, a receber do desemprego). Como dizia um homónimo meu há dias atrás nesta mesma rubrica, …"a laranja está bonita por fora, mas muito podre por dentro…" (ou coisa parecida), e eu digo, está podre por dentro e por FORA, por que nesta terra já nem com as aparências as "pessoas" se preocupam, é tudo às claras meus amigozzzzz…