
O boémio aprendiz da JSD imita o pior do jardinismo e recebe a impunidade como prémio. E o futuro? Alguém tem de ensinar ao miúdo que sofre de incontinência urinária que em democracia os jornais não se calam com granadas de fumo lançadas ao sabor da paródia da noite eleitoral, que a verdade não se apaga entre rastilhos de pólvora queimada, nem as notícias se ocultam assim - com uma eufórica gincana pelas ruas - como a dívida soberana. Alguém tem de explicar àquele jovem boémio que na calada da noite se diverte a atirar cartazes de propaganda política da oposição para as ribeiras, que nas redacções, as letras não derretem, as palavras têm peso e medida, sentido e contexto e as notícias um autor. Alguém tem de lembrar ao rapaz eleito deputado que os jornalistas podem não ter imunidade mas têm sentido de responsabilidade e, como tal, assumem perante os leitores, perante a lei ou os tribunais, o que dizem, o que escrevem, o que fazem. Que mesmo tendo razão para reagir em legítima defesa perante o flagrante ataque às instalações do jornal, os profissionais desta casa não têm por hábito baixar ao nível que alguns políticos prematuros nos habituaram, pelo que, embora isso se afigurasse sugestivo, ninguém iria urinar sobre a tal caravana onde alguns bandalhos arruaceiros - que têm um défice de quase tudo o que é primário, no qual se destaca o mau convívio com a liberdade de imprensa - deliravam com a alucinação de ver "o Diário a arder”. P.S. 1 - O ataque ao DIÁRIO na véspera de assinalar o seu 135.º aniversário não pode ser encarado de ânimo leve. Além de fazer lembrar episódios tristes em regimes de má memória, está implícita (mais) uma ameaça - entre outras tantas e outras ainda já consumadas pelo Governo Regional para tentar condenar a existência deste jornal. Depois, porque o lançamento deste tipo de artefactos para o passeio, à porta de um jornal ou seja lá de que estabelecimento for, é um crime público. Não vejo motivos para que esta ocorrência não seja lavrada em auto de notícia, conhecido que é o dispositivo policial mobilizado durante toda a campanha e para o domingo de eleições. Além de que se tratou de um acto deliberado com intuito de perturbar o normal funcionamento da redacção e de toda a equipa editorial que estava a trabalhar para dar a melhor cobertura à noite eleitoral. Como nunca nos atingiram com areia nos olhos, tentam agora cegar-nos com fumo. André Gide tinha razão quando escreveu há quase um século: "tudo quanto nós próprios descobrimos ou voltamos a descobrir são verdades vivas, mas a tradição convida-nos a aceitar somente os cadáveres da verdade." P.S. 2 - Muito sinceramente, eu estou a me marimbar para os cidadãos que se tornarão o líder da JSD-Madeira e alguns dos seus apaniguados. Como diz o ditado, “laranja em beira de estrada, ou está podre ou está bichada”. Preocupante mesmo é a promoção do miserabilismo. A ‘máquina’ do PSD preferiu oferecer o escudo da impunidade como prémio ao seu servente mais ferveroso e ao cego aprendiz que imita o pior do jardinismo - a prepotência e o laxismo - com um alter-ego desmedido. Infelizmente, tudo isto enegrece aquilo que o futuro tem de melhor - a esperança - e afasta mais ainda os jovens da política, da participação cívica, da democracia, da cidadania. E tudo isto acontece num mundo onde as oportunidades escasseiam, os oportunistas se atropelam e a juventude se descompromete do seu país, emigrando para fora da 6.º nação mais envelhecida do Mundo. Para onde caminhamos?
O boémio aprendiz da JSD imita o pior do jardinismo e recebe a impunidade como prémio. E o futuro?
Alguém tem de ensinar ao miúdo que sofre de incontinência urinária que em democracia os jornais não se calam com granadas de fumo lançadas ao sabor da paródia da noite eleitoral, que a verdade não se apaga entre rastilhos de pólvora queimada, nem as notícias se ocultam assim - com uma eufórica gincana pelas ruas - como a dívida soberana. Alguém tem de explicar àquele jovem boémio que na calada da noite se diverte a atirar cartazes de propaganda política da oposição para as ribeiras, que nas redacções, as letras não derretem, as palavras têm peso e medida, sentido e contexto e as notícias um autor. Alguém tem de lembrar ao rapaz eleito deputado que os jornalistas podem não ter imunidade mas têm sentido de responsabilidade e, como tal, assumem perante os leitores, perante a lei ou os tribunais, o que dizem, o que escrevem, o que fazem. Que mesmo tendo razão para reagir em legítima defesa perante o flagrante ataque às instalações do jornal, os profissionais desta casa não têm por hábito baixar ao nível que alguns políticos prematuros nos habituaram, pelo que, embora isso se afigurasse sugestivo, ninguém iria urinar sobre a tal caravana onde alguns bandalhos arruaceiros - que têm um défice de quase tudo o que é primário, no qual se destaca o mau convívio com a liberdade de imprensa - deliravam com a alucinação de ver "o Diário a arder”.
P.S. 1 - O ataque ao DIÁRIO na véspera de assinalar o seu 135.º aniversário não pode ser encarado de ânimo leve. Além de fazer lembrar episódios tristes em regimes de má memória, está implícita (mais) uma ameaça - entre outras tantas e outras ainda já consumadas pelo Governo Regional para tentar condenar a existência deste jornal. Depois, porque o lançamento deste tipo de artefactos para o passeio, à porta de um jornal ou seja lá de que estabelecimento for, é um crime público. Não vejo motivos para que esta ocorrência não seja lavrada em auto de notícia, conhecido que é o dispositivo policial mobilizado durante toda a campanha e para o domingo de eleições. Além de que se tratou de um acto deliberado com intuito de perturbar o normal funcionamento da redacção e de toda a equipa editorial que estava a trabalhar para dar a melhor cobertura à noite eleitoral. Como nunca nos atingiram com areia nos olhos, tentam agora cegar-nos com fumo. André Gide tinha razão quando escreveu há quase um século: "tudo quanto nós próprios descobrimos ou voltamos a descobrir são verdades vivas, mas a tradição convida-nos a aceitar somente os cadáveres da verdade."
P.S. 2 - Muito sinceramente, eu estou a me marimbar para os cidadãos que se tornarão o líder da JSD-Madeira e alguns dos seus apaniguados. Como diz o ditado, “laranja em beira de estrada, ou está podre ou está bichada”. Preocupante mesmo é a promoção do miserabilismo. A ‘máquina’ do PSD preferiu oferecer o escudo da impunidade como prémio ao seu servente mais ferveroso e ao cego aprendiz que imita o pior do jardinismo - a prepotência e o laxismo - com um alter-ego desmedido. Infelizmente, tudo isto enegrece aquilo que o futuro tem de melhor - a esperança - e afasta mais ainda os jovens da política, da participação cívica, da democracia, da cidadania. E tudo isto acontece num mundo onde as oportunidades escasseiam, os oportunistas se atropelam e a juventude se descompromete do seu país, emigrando para fora da 6.º nação mais envelhecida do Mundo. Para onde caminhamos?