MPF No dia 7 de Outubro, o DNM fez uma notícia reproduzindo um estudo da DECO sobre comparação de preços nos supermercados portugueses, incluindo a Madeira. Sobre a notícia do Diário nada a dizer, com excepção de que a sua reprodução podia suscitar outros trabalhos jornalísticos sobre o sector na Madeira. Já o trabalho da DECO levanta algumas questões quando compara o incomparável. Desde quando faz sentido comparar os preços praticados por redes de grandes superfícies com supermercados de dimensão reduzida e de uma única loja? Parece pouco sério e inadequado à imagem da DECO. Tal estudo diz, entre outras coisas, que o supermercado Regional, no Til, é um dos mais caros, e compara um cabaz de 100 produtos diferentes. Ora, um cliente do Regional raramente compra um cabaz de uma centena de produtos. Não é essa a sua filosofia. Assim, cai também por terra a adaptação do cabaz às marcas mais comercializadas na Madeira. Essas marcas ditas mais comercializadas são compradas onde? Numa economia de escala, não certamente num pequeno supermercado. Outro dado curioso é que os hipers da mesma rede praticam preços diferentes para os mesmo produtos. Uma situação enganadora para a maioria dos clientes que julga haver um preço único dentro da mesma rede. E, mais uma vez, o estudo acha bem 'que uma loja única e de dimensão reduzida entre nesta concorrência e seja comparada. Estranho. Sublinho ainda que este super, a exemplo de outros pequenas superfícies locais, vende um produto de marca própria, mais barato que as marcas brancas e de grande qualidade. Por fim, em defesa do Supermercado Regional, que frequento por gosto e utilidade, recordo que este tipo de estudo falacioso ignora a função social, comparada à das antigas mercearias, que o lugar representa. É muito útil no complexo habitacional que o rodeia, vai ao encontro das dificuldades dos que têm reformas pequenas e das famílias com necessidades. Aspectos que o estudo jamais saberá contabilizar. Inaceitável é que a DECO produza este tipo de comparação ignorando os efeitos negativos sobre uma pequena empresa e os seus trabalhadores, contribuindo para afastar clientes.