F. Santos Será que os actuais dirigentes ainda não têm vergonha pelo modo como vêm desconsiderando os madeirenses ao reduzirem o PS-M a um mero instrumento de jogos de poder e de modo de vida? Perceberam agora que os madeirenses não são idiotas? Sejam os irresponsáveis, incompetentes, e mal qualificados que se apoderaram da estrutura directiva nos últimos 10 anos, manipulando lugares num tira e põe, expulsão ou exclusão de pessoas, ditado por lógicas desonestas, negociatas; sejam os poucos históricos que vão dando cobertura a esta pouca vergonha fazendo de conta que a democracia funciona dentro do partido…Estes últimos em particular, deviam pedir publicamente desculpa e de uma vez por todas deixarem de caucionar o que nas suas conversas privadas não se inibem de considerar como gente medíocre. Depois disto o que é que a espécie de presidente do partido e seus comparsas estão à espera para deixarem a política e procurar ganhar a vida de outra forma? Tenham um pingo de dignidade e deixem os cargos públicos para os quais foram eleitos. Não os merecem. E os senhores que lhe deram cobertura a troco de lugares aqui, lá, ou mais lá fora, de que é que estão à espera para deixarem de fazer de conta, e de uma vez por todas retirarem-se, calados, porque o que avalizaram a troco de cadeiras douradas, custou um preço muito alto ao partido e é indigno de pessoas minimamente sérias. Lembro-me que há uns anos atrás J. A. Cardoso, até se cansar e virar as costas, insistiu na urgência de proceder a uma refundação do partido, defendendo mais seriedade, competência e responsabilidade, procurando acabar com o sectarismo, que durante anos se tornou um cancro que ia matando o partido. Porque entretanto o sectarismo cresceu alimentado pela mediocridade e os compadrios, deixando o partido moribundo, hoje só há uma saída - os militantes de base assumirem uma revolução interna que produza saneamentos e lance uma plataforma de debate, pelo tempo que for necessário, sem a presença destes senhores, até ser encontrado um novo caminho. Não há desculpas para estas pessoas. Maximiano, ficava-lhe bem pedir publicamente desculpas ao grupo de pessoas que deu corpo a um faz de conta de governo… Esses não têm culpa.