Mário Mascarenhas de Alencastre Da Gloriosa História da nossa Pátria, creio oportuno, mencionar dois exemplos que devem ajudar a presente crise da Madeira, a resolver-se. Egas Moniz, fidalgo, português, aio de D. Afonso Henriques, ficou, por fiador da promessa de vassalagem, que fizera, ao Rei de Leão, quando sitiado em Guimarães. Não tendo cumprido a promessa, Egas Moniz foi a Toledo, onde estava o Rei de Leão (Afonso VII), com mulher, filhos, apresentando-se descalço, com uma corda ao pescoço, para com a sua vida e dos seus, REDIMIR, a sua palavra de cavaleiro. Comovido, Afonso VII, Perdoou o Fiador! D. João de Castro, Vice-Rei da Índia, em Lisboa, acudiu em socorro de Diu, atacada por Turcos, tendo vencido, mas a fortaleza que defendia a cidade, ficou em ruinas. Não havia dinheiro para a reconstrução. Escreveu para Goa, pedindo dinheiro para reedificar a fortaleza. Tendo mandado na carta, como penhor, as suas barbas. Emprestaram-lhe o dinheiro, as barbas foram-lhe devolvidas. Somos um povo superior, que melhor oportunidade apresentar-se em Lisboa, com o seu Séquito de Aios, quem é responsável na Madeira, num Gesto de Nobreza - coragem - Humildade, Imitando o imortal, Egas Moniz, e a Dívida Perdoada! (como fizeram, com as ex-colónias). Favor enviar aos Banqueiros, como D. João de Castro, uma carta solicitando dinheiro, enviando as barbas (há que ter paciência, até que cresçam) como Garantia! Tenho a certeza, que irão emprestar todo o dinheiro pedido, junto com a devolução das barbas! Assim, saberão todos, mas todos, que com a Madeira, Povo Superior, ninguém BRINCA… porque, há gente de Valor, Coragem, Tenacidade, talento, nos Ilhéus para o que "der e vier". Uma "Sova" em todos eles…!