Enf. Edgar Silva A Ordem dos Enfermeiros vai a eleições, as listas que disputam a liderança, apresentam as suas propostas, e são nessas propostas que, depois de lidas e analisadas, devemos fazer a nossa opção, votando em consciência e naquilo que consideramos, o "melhor para a OE e para todos os enfermeiros". A mudança, não se pode ficar apenas, pela alternância de pessoas, a saída de uns a entrada de outros, a mudança, terá de se verificar nas pessoas, e na ruptura com o comodismo e a inoperância da continuidade, a OE, na saúde, não pode ser um actor, ao estilo "rainha da Inglaterra". Estamos certos como Montesquieu , que "a injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos", e actualmente a descriminação da licenciatura de enfermagem, é uma ameaça que se faz a uma profissão, uma ameaça que se faz a todos os enfermeiros; e a resposta tem de ser dada, mas implica a mobilização de todos os enfermeiros através, da sua Ordem (...). Responsabilizar o Estado Português pela descriminação da licenciatura de enfermagem face a outras; exigir a esse mesmo estado, que paradoxalmente faz parte organismos internacionais, onde os enfermeiros são considerados técnicos superiores, nos seus exércitos, são oficiais de carreira, continuamos, neste pais, a os considerar com a mesma categoria anterior ao 25 de Abril, recuando aos tempos de Salazar; é inaceitável e indigno; por eles e em especial, pela defesa da dignidade da identidade da profissão de enfermagem, por todos, temos de lutar e inverter esta situação, com a participação activa da OE. A quota, a sua manutenção e quiçá a sua revisão em tempos de crise, a mesma crise, que exige rigor e controle na receita e na despesa, numa OE, actual, que não tem pejo em gastar uma fortuna com uma revista em suporte de papel, que ninguém lê, cujo destino é o "balde azul", que podemos receber como newsletter, por correio electrónico; as novas tecnologias devem ser utilizadas até à exaustão, sempre num processo contínuo de redução de despesa, de rigor na gestão dos dinheiros e da confiança depositada por todos os colegas: teremos de utilizar os recursos financeiros, no bom funcionamento da OE e que ele seja utilizado de formas que os enfermeiros vejam, o pagamento da quota como um imperativo, do bom funcionamento da OE, mas que de alguma forma retorne e se torne num bom e visível investimento de cada enfermeiro, na defesa da qualidade e do bom nome da profissão de enfermagem, através da sua OE. Mas também é esta crise, que muitos, sem escrúpulos, aproveitam até à exaustão, para introduzir medidas, que são atentados contra a dignidade dos enfermeiros e da profissão, a OE, tem de estar atenta, e a "injustiça que se fizer a um enfermeiro, é uma ameaça que fazem a todos os enfermeiros"; a crise não pode ser justificação, para que se aceite sermos desconsiderados face a outros de igual categoria, um atentado não só à profissão mas também à democracia. Mudar é crucial...