Depois de, há 4 semanas, proclamar o ano de 2011, ano de esperança, vem a propósito saudar o novo ano do calendário lunar da China milenária que, com a chegada da Lua Nova, se despede do "tigre" e faz sair da toca, na próxima quinta-feira, o animal que lhe dá o nome. VIVA O ANO DO COELHO! Além disso, pela circunstância de há uma semana ter decorrido mais um acto eleitoral, cabe registar alguns aspectos e absurdidades, não obstante a razão insistir pela sua repulsa e em fazer por esquecer. Ao coibir-me de repetir os comentários que continuam a encher a media em geral e de que estamos já mais que saciados, entendo que vale a pena ter presente certos factos mais salientes, em parte pouco edificantes e que vistos de fora, reflectem acima de tudo o meu cuidar e pensar pela Madeira, como se lá estivesse dentro. Sobre o resultado final das eleições, dissiparam-se as dúvidas e o Presidente que era candidato, com 53% dos votos foi o vencedor; o candidato do PC manteve-se abaixo dos 10%; e Alegre, como era expectável, foi o grande perdedor, contribuindo para uma enorme derrota do PS. Dos demais candidatos, embora pouco haja que destacar, o candidato madeirense, no seu jeito patusco, sagazmente e igual a si próprio, comunista confesso engajado e bem treinado, deu conta do recado, conseguindo atrair alguma atenção, ficando todavia muito aquém para poder saudar a entrada no novo ano lunar de que também é titular, estralejando panchões à boa maneira chinesa. Mas, o resultado das eleições e o desaire socialista, logo traz à mente, a realidade dos tempos em que vivemos, à mercê que estamos de um governo que governa mal, que usa e abusa de sucessivas manobras de diversão, para distrair o cidadão comum dos problemas da vida real e da crise em que mergulhámos, por obra e graça desse mesmo governo. A legalização do aborto, o aberrante casamento "gay", a liberalização do nudismo, a simplificação do processo de mudança de sexo, são exemplos dessas "habilidades" que, na sua discussão, desperdiçou tempo e, obviamente, adiou o que importava resolver, continuando o desemprego a crescer, o PIB a baixar, a dívida pública a rebentar pelas costuras, a justiça por fazer, a educação a fazer que anda mas não anda…. Fazendo votos para que breve possa emergir um novo governo, com a capacidade e a competência que todos ambicionamos - para Portugal e para a Madeira - no despontar do novo ano lunar, como há 50 anos, vivendo em Macau, aprendi, à boa maneira chinesa, fica a saudação: "Kung Hei Fat Choy!"
Francisco Leite Monteiro, Gestor reformado