A JSD realiza este fim de semana o seu Congresso. Tempo de renovação, debate de novas propostas e reagrupamento das tropas. Esta é uma organização de preparação política que, desde o seu inicio, preencheu cargos de relevo e responsabilidade na construção da autonomia. No Partido, na Assembleia e no Governo. Agora, passadas que estão três décadas, a JSD continua activa, influente, e líder entre as organizações de juventude. Sempre olhando o acelerador e desprezando o travão. A ascensão política até ao topo da pirâmide do poder, faz-se, actualmente, de forma mais lenta mas, certamente, com melhor preparação. Daí que seja uma excelente oportunidade de reflexão e amadurecimento, sempre com natural irreverência e inconformismo. O futuro não se constrói de forma pausada e branda. São necessárias rupturas que só a audácia e a coragem permitem, e o espírito jovem se revela determinante. Sempre sem querer estar, simultaneamente, com Deus e o diabo. As suas discordâncias não são necessariamente perigosas contestações que importa silenciar. Existe um património autonómico a consolidar e aprofundar. Cabe aos jovens conhecê-lo e trazer à luz da reflexão as suas próprias convicções e conjecturas. Alberto João Jardim sempre deu rédea solta à Juventude Social Democrata e, de tal, não deve estar arrependido. É preciso que assim continue. Autónoma, ambiciosa, disponível e guerreira. Contribuindo para a união dentro do PSD, que só pode ser derrubado a partir do seu interior. Por isso, da JSD somos sempre, e dela sair é, para todos, o dia mais doloroso da vida política.

Miguel de Sousa, 1.º Presidente da Comisão Política da JSD-M