Até que ponto os portugueses se apercebem que de facto a situação financeira do país não é das mais favoráveis? Não sou nenhuma perita em economia. Sou uma mera estudante em Comunicação, Cultura e Organizações, e assim sendo, o que hoje partilho é uma simples opinião que tenho em relação a crise e a forma como a vivemos. Iniciamos o ano de 2011 com a imprensa a dar notícias de que a crise está cada vez pior, que este ano será péssimos em tudo, mais estabelecimentos a fechar, o desemprego com tendência a aumentar, o aumento do IVA, e muito mais… Pergunto-me onde isto irá parar. Mas por outro lado fico cheia de dúvidas se de facto há crise. Ou não há ou os portugueses ainda não interiorizaram a ideia de poupança em tempos difíceis. Isto porquê? Porque assim que os saldos começaram as lojas encheram e as receitas aumentaram e as reduções de preços não foram tão grandes como as que estamos habituados (sei disto porque também fui aos saldos); os cafés continuam cheios de gente seja de manhã, a hora do almoço e à tarde; os bares e as discotecas também não se ressentiram com a crise. É caso para dizer que contra factos não há argumentos. Das duas, uma: ou a crise é fictícia ou então não sabemos mesmo como poupar e desde que haja dinheiro na carteira e cartão com saldo é só gastar. Avisos não faltam que os tempos vindouros não serão fáceis; não será que está na altura de fazermos caso do que nos dizem? O que tenho vindo a aperceber-me é que a sociedade que nós conhecemos com três classes sociais (a classe alta, média e baixa) tem tendência para perder uma delas, a classe média. Passamos então a ter os ricos que ficam cada vez mais ricos e os pobres, que como não lhes bastasse ser pobres, ficam cada vez mais pobres. Está na altura de fazermos algo. Esperar pelas decisões governamentais de facto não é a melhor solução.
Fátima Correia, Aluna da UMa