Passados que foram os dias festivos relativos ao Natal e ao Fim do Ano, onde se consegue recriar uma atmosfera de algum "bem estar" fruto de todo um conjunto de particularidades que caracterizam esta época, há que encarar a realidade e encontrar as melhores soluções para a nossa vida pessoal e profissional. Não iria nesta altura referir todo o cenário de dificuldades que os portugueses, em geral, terão para o ano de 2011, porque entendo que é fundamental perspectivar um contexto de esperança que seja capaz de transmitir aos cidadãos algum sentimento positivo que permita elevar o seu grau de confiança e de crença, no sentido em que a situação não é irreversível. Sei que isto não é fácil, face a tantas medidas penalizadoras, mas se não acreditarmos, então será ainda mais trágico. Confesso que faço um esforço muito grande para me convencer a mim próprio que tudo isto tem "saída", mas também, não tenho dúvida nenhuma, que pensar que não há hipóteses de dar a volta, é bem pior, em todos os sentidos. A lógica dos "Velhos do Restelo", ainda tão presente entre nós, não nos leva a lado nenhum. Assim, há que ter uma postura positiva e exercê-la da forma mais conveniente, sem que, contudo, sejamos conformistas. O inconformismo é também um direito de manifestarmos as nossas ideias e vontade em construirmos algo que consideramos mais adequado e mais justo. O "clima" de Natal e Fim do Ano, à parte alguns excessos, poderia ser uma boa base de partida para que todos nós tenhamos esperança e sejamos pró-activos nos desafios imensos e difíceis que se avizinham. Um bom ano de 2011.

Sílvio Costa, Gestor