Em Portugal, um administrador de empresas cotadas na bolsa, ganha cerca e de 800 mil euros/ano, ou seja 127 vezes mais do que um trabalhador com o salário mínimo nacional. Os Centros de Emprego divulgam empregos , quando os têm, em que se oferecem salários entre 500 e 700 euros a licenciados com 5 anos de experiência. O desemprego é hoje o mais grave problema social. Se os desempregados estivessem a trabalhar, produziam riqueza, recebiam salários, pagavam impostos ao Estado, aumentavam a receita fiscal e contribuíam para a Segurança Social melhorando a sua sustentabilidade. Aqui na região a Carla , de 27 anos e arquitecta faz biscates. A arqueóloga Mariana, de 26 anos há dois anos que está desempregada. O António , de 30 anos e mestrado em sociologia está desempregado há dois anos. Nenhum deles tem cartão laranja! Os seus colegas de curso, filhos do aparelho jardinista , já são chefes de divisão e alguns já têm lugar garantido como deputados pelo partido laranja. Se é da confiança política, pode não ter estado na Universidade, mas pode ser administrador de uma empresa pública regional ganhando mais de 3mil euros mensais com carro e outras benesses. Reformados alaranjados, ex-deputados, vereadores, coronéis com pensões chorudas, continuam a trabalhar no mesmo emprego de onde se reformaram, outros acumulam assessorias principescas, usam os carros do Estado para ir almoçar a casa ou levar os meninos à escola. É a vilanagem! Por mim, o sistema já não aguenta com mais aspirinas! É preciso a cirurgia. É necessária a rutura com este sistema que cria um exército de desempregados e de jovens que adiam a sua vida. Talvez se perceba a angústia dos jovens por não terem filhos. Como vamos garantir no futuro o sistema de Segurança Social? Basta de Injustiças!

Dírio Ramos, Vereador do PCP na CMF