Os portugueses voltam hoje a ser decisivos. Cabe-lhes definir um rumo, mesmo que algumas máquinas tentem transformar em rotina o nobre gesto cívico que fortalece a democracia representativa. Não há muito por escolher, até porque a natureza do cargo não é geradora de abundância de méritos e a disponibilidade para servir as grandes causas não depende apenas das vontades próprias. Contudo, neste dia em que o voto do rico e do pobre se equivalem, há seis opções distintas para validar. Cabe a cada eleitor, mesmo que acompanhado, escolher em liberdade. E em consciência, apesar de uma dúvida persistir teimosamente, passada uma campanha perdida entre a ausência de projectos e meia dúzia de frases feitas: que Presidente escolher? A República enfrenta desafios que exigem determinação. Logo, Portugal precisa de um Presidente influente e respeitado, que não faça má figura e que mesmo correndo o risco de se enganar, seja conhecido pelo que diz e pensa, do que pelos silêncios ou pelo encolher de ombros. Um Presidente que leia jornais, que não tenha medo de responder aos jornalistas em tempo útil e de lidar sem vergonha com os melindres da democracia. Um Presidente activo e destemido que, não esteja sempre a calcular com base no interesse pessoal e a pensar sobre o que dele dirão aqueles que nada dizem. Um Presidente que desempenhe de forma esclarecida e coerente as funções que lhe são confiadas, nomeadamente a de "defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição da República Portuguesa". Um Presidente que fortaleça os pilares essenciais da democracia e que esteja comprometido com a unidade nacional e não com os calculismos que pagam favores parciais. Um Presidente que seja o "garante do regular funcionamento das instituições", que recuse ser figura de estilo, especialista do bom tempo ou mero distribuidor de comendas. Um Presidente que saiba ser de todos, mesmo daqueles que nele não votaram. Escolher aquele que dê garantias de não desiludir é o desafio, um sublime gesto de cidadania que devia merecer todo o respeito. José Luís Rodrigues, Padre Mantém viva a esperança de ver a cúpula da diocese a praticar aquilo que exige aos párocos. É uma cruzada com custos, até porque não faltam cúmplices da falta da transparência das contas que, pelos vistos, calam muitas vontades e apetites. Cristiano Ronaldo, Futebolista Sempre que marca, o Real não perde. Um abono temido e admirado por mais de 18 milhões. Nem Mourinho tem coragem para pedir mais: "Ele só tem de continuar a ser o que é. Não pode fazer mais do que já faz, que é de top". Sandra Dória, Cantora Com a ajuda do pai, partilha uma canção que fala de esperança e de uma humanidade capaz de repensar comportamentos. 'Aprende a voar' espera agora por um voto para vingar no Festival da Canção. Que tal dar-lhe asas?! Jorge Moreira, Presidente da Jaime Moniz As escolas não podem pactuar com a indiciplina, com a violência e com todos os múltiplos atentados. Suspender alunos pode não ser a medida mais eficaz. Mas serve para travar abusos. E para ensinar que tudo tem consequências. Henrique Amoedo, Director artístico do 'Dançando' Implementou a dança inclusiva na Região e tornou o 'Dançando ' num projecto de referência mundial. Uma obra notável que promove os diferentes e acabou com muitas indiferenças. Mas atenção: já não responde a todas as solicitações.

Ricardo Miguel Oliveira, Director