Rogério Gouveia Fernandes Achincalhado pela comunicação social e motivo de gozo entre alguns 'arrebanhados', a verdade é que José Manuel Coelho já nos provou que não é necessário ser detentor de um 'canudo' para se ser um exímio conhecedor da realidade nacional, nem tão pouco ter o dom da palavra para se fazer entender. Creio até que já todos perceberam a sua mensagem, e quem ainda não a apreendeu, das duas uma: ou não perdeu sequer cinco minutos a ouvi-lo, ou então está completamente obcecado por uma qualquer cor partidária. Normalmente defendo uma política participativa (e muito menos representativa), mas o certo é que este cidadão já nos deu grandes lições de civismo. E, se tivermos de ser representados, então que seja por alguém que nos represente verdadeiramente, que faça do povo o seu 'mandatário' e que participe na sociedade de uma forma efectiva e desinteressada, que denuncie a corrupção e a injustiça e que esteja acima de qualquer suspeita. Este candidato, e superando todas as expectativas, parece ter ganho adeptos por todo o espaço nacional, e disso fazem eco os comentários (de populares!) às diversas notícias veiculadas e espalhadas pela Internet, onde este figura diariamente. Curiosamente, a comunicação social televisiva parece não seguir as mesmas linhas e orientações: quem nela comenta (quase sempre figuras proeminentes), prefere abordar o duelo entre Cavaco e Alegre, e só depois relembram-nos que os outros existem. Como se os "outros" pertencessem a clubes inferiores, e por isso mesmo não merecessem igual tratamento. Num país que só tem espaço para "dois grandes", e onde no fim ganha apenas um deles. Devo confessar, e dissecando muito rapidamente todas as candidaturas, que: Alegre canta bem, mas não me alegra; Defensor defende alguns e denuncia outros, mas também não me convence; Nobre tem muito de nobre, mas pouco de carismático; quanto a Lopes, estou quase certo que não passará de um flop; e, a Aníbal, por ser pouco transparente, já nem lhe dou grande cavaco. Finalmente, e relativamente ao Coelho: acredito que dê o salto, mas infelizmente temo que não ganhe esta corrida. Ainda assim, e apesar da conjuntura e das dificuldades, deixo-vos o seguinte apelo: votem em consciência e deixem-se de influenciar pelas sondagens!