António Vieira Mesquita Um universo vazio de ideias, é assim que eu vejo mais umas eleições em Portugal. Neste caso para a Presidência da República. A maior preocupação é «lavar roupa suja», dizer mal uns dos outros para ver quem fica melhor na fotografia e, um ou dois candidatos denunciando o mal que alguns senhores nos têm feito, a nós, portugueses. Será que os portugueses já não são inteligentes como os nossos antepassados? Penso que o problema não é esse. O que eu penso é que não nos devemos guiar pelas mentiras que ouvimos os políticos dizerem nas campanhas, mas sim pelos resultados que conseguem no fim dos seus mandatos. E, todos nós sabemos que os atuais senhores que nos têm comandado atualmente castigam-nos de uma forma contínua e sem escrúpulos alguns. Por isso, caros portugueses em geral, não se iludam mais uma vez. Há exemplos a seguir, pois a inteligência não está nos canudos que se apresenta (não se esqueçam da Universidade Nova que passava diplomas ao domingo), mas na cabeça das pessoas de todas as condições sociais. Alguns não têm canudo porque sabemos que há uns anos a esta parte era muito difícil o filho de um pobre chegar à universidade. Mas como exemplo temos Lula da Silva que era operário metalúrgico e quando foi eleito presidente do Brasil os americanos, os europeus e até ao japoneses, sabiam resolver a crise brasileira. Mas, hoje, o operário metalúrgico pôs o Brasil em grande progresso e os senhores acima mencionados atravessam uma crise profunda que ninguém, ainda sabe, no que irá dar. Em outros tempos a crise deu sempre guerra mas esperemos que, desta vez, haja sensatez e se consiga resolver os problemas pacificamente. Mas nós portugueses temos de ser inteligentes ao exercer o nosso direito de voto e fazer sentir aos habituais vencedores que não estamos nem de acordo, nem satisfeitos com o trabalho político e administrativo desenvolvido. Só para terminar, gostaria de referir que dos grandes políticos portugueses das últimas quatro décadas ficámos órfãos de um, quiçá o melhor. E, o outro já está velhinho sem hipótese de ajudar neste momento de grandes dificuldades para os portugueses e, particularmente, para os madeirenses.