Recentemente, Portugal teve a honra de ver um seu cidadão considerado como o melhor do Mundo na sua profissão. José Mourinho, treinador, figura inovadora no mundo do Futebol, vencedor de inúmeros troféus e ainda com uma longa carreira pela frente, recebeu o prestigiante prémio da FIFA, inteiramente merecido. É o reconhecimento das suas conquistas, das suas capacidades, enfim de tudo o que tem feito no Futebol Mundial. Desde logo, destaco aqui as primeiras declarações do "Special One", especialmente nobres e originais: "Boa noite, peço desculpa por falar em português, mas sou um orgulhoso português…" O seu sucesso, a meu ver, assenta entre outras coisas em três princípios que considero essenciais. Primeiro, trabalho, muito trabalho. Não existem casos de sucesso a este nível e não só, sem uma entrega total e absoluta à profissão. Sem muito trabalho, muito empenho em melhorar dia a dia, horas e horas de preparação, muita repetição no treino… até atingir a perfeição. Depois, relacionamento! A forma como José Mourinho defende os seus jogadores e ataca por vezes os seus adversários é bem notória. Veja -se por exemplo, o caso de Cristiano Ronaldo que, depois de um Mundial bem cinzento, se encontra neste momento a realizar uma época de luxo! O excelente relacionamento que os atletas mantêm com Mourinho é mais do que conhecido e são várias as declarações públicas de "craques" mundiais sobre a sua capacidade, competência e a admiração que nutrem pelo treinador português. Por fim, a competência e a inteligência que tem vindo a comprovar. Na construção das suas equipas, na preparação dos jogos e de tudo o que está relacionado com esse momento, no estilo que adopta nas suas declarações públicas, no arrojo, na audácia e na auto-estima. Mourinho revela-se um mestre da estratégia e da antecipação não só dentro, mas também fora do campo! Termino aqui a minha crónica com uma das afirmações mais pertinentes que «Il specciale» proferiu: "Desvio a pressão dos jogadores para mim porque é uma característica que um líder nunca deve perder". Ser especial não está ao alcance de qualquer um

Bernardo Vasconcelos, Professor de Ed. Física