Não fora os prazos do Tribunal Constitu-cional a validar as candidaturas à Presidência da República e a semana política, entre o Natal e o fim-de-ano, pura e simplesmente não teria existido.

As 'férias' dos nossos políticos - alguns governantes - foram apenas importunadas por mais alguns dados que imprensa foi revelando e que demonstram que a crise e as dificuldades fazem apenas parte do discurso, não contam como problemas efectivos. Foi o caso da caricata possibilidade do Parlamento regional enviar uma delegação de 10 deputados a Lisboa para ouvirem, na Assembleia da República, o desfilar de elogios e críticas à Comissão Europeia, com direito a que ouçam a pronúncia madeirense durante três minutos. Não interessam os gastos, não interessa a falta de decoro quando todos falam em contenção.

As outras novidades chegaram via-jornal oficial - o JORAM, não o Jornal da Madeira - para se conhecer finalmente o valor investido pelo Governo Regional no estudo de avaliação de aluviões na Madeira, um trabalho científico com muitas críticas científicas. Foi assim que também se soube que a ViaMadeira foi estrategicamente colocada de lado, provisoriamen-te e até que se resolvam os problemas de financiamento, o que reactivou a velha estrutura anterior para que os compromis-sos eleitorais não sejam minima-mente ofuscados pela burocracia. E, entretanto, entrámos no novo ano, repleto de eleições e com muitos candidatos presidenciais a fazerem pontaria para a Madeira. O turismo agradece.

Rui Massema Maestro titular da OCM A Orquestra Clássica da Madeira iniciou a nova temporada numa nova sala e com renovada vontade de contagiar os madeirenses.

Carlos Macedo 'Macedos pirotecnia' O espectáculo pirotécnico da noite de 31 de Dezembro correspondeu às expectativas. Houve festa, segurança e renovação do prestígio.

Danny Profissional de futebol Foi eleito pelos seus colegas de profissão no Zenit como o melhor jogador. E fala-se numa eventual transferência para o Manchester United.

Almada Cardoso Presidente do SESARAM Chegou ao final de um ano sem conseguir inspirar a confiança num sector muito sensível. As ameaças não convencem ninguém.

Pedro Ferreira Presidente Soc. Metropolitana Por culpa própria, ou não, é uma desilusão nas sociedades de desenvolvimento. Isso vê-se nos jardins e tapumes inestéticos, mas não só.