Espectacularidade da festa terá apagado, por momentos, certas travessuras... Enquanto aguardava o embarque no avião que me trouxe ao Funchal, tomei umas notas sobre o que já lá vai com uma visão do que está para vir, na tal perspectiva da "Madeira vista de fora". Mas, é após saudar 2011, à boa maneira da nossa terra, com um grandioso espectáculo de fogo de artifício - o que de melhor há no mundo e que, uma vez mais, tive o privilégio de desfrutar - que termino este primeiro artigo do ano. Depois da alegria e da espectacularidade da festa que, por momentos, terá apagado da memória certas travessuras, injustiças, aleivosias passadas, esbatendo a iminência dos seus efeitos, proponho neste início de 2011, evocar certas situações, oxalá contribuindo para soluções que bem sirvam a Madeira. Para a frente-mar, tema recorrente que sofreu um agravamento considerável no Funchal, em consequência do '20 de Fevereiro', além dos múltiplos aspectos técnicos, importa acautelar o tratamento urbanístico de todo o espaço da Pontinha a São Tiago, no respeito dos valores e características do que de bom e natural existe e, sem demoras decidir sobre o destino do aterro e a remoção definitiva das instalações que em nada de bom contribuem para a 'Porta de Entrada' nobre da Região. Premente é também a actualização da legislação de protecção ambiental que acautele a competente fiscalização, em todo o espaço natural da RAM, desde a Ponta do Pargo até à Ponta de São Lourenço, para que não aconteçam novos 'desastres', como foi o da 'Quinta do Lorde'. Adiadas ou esquecidas, existem outras situações, como a do Lugar de Baixo, assim como, bem próximo do Funchal, a da Praia Formosa, onde não se vê o fim do desmantelamento da velha instalação de combustíveis, e persistem riscos derivados do oleoduto submarino que passou a abastecer directamente a central da EEM nos Socorridos, deslocado que foi umas centenas de metros para poente e que continua a ser uma ameaça, avivada com o que se passou com o temporal de há 2 meses, que rebentou e arrastou uma bóia de amarração para o meio da Praia Formosa. Outros temas há, que de novo a seu tempo abordarei, mas neste início de ano, um existe que não pode deixar de aflorar-se com o apelo ao senso comum, sob pena de todos nos tornarmos responsáveis pela destruição dos dois jornais diários da nossa terra que, a bem do pluralismo, da sã concorrência e em nome da liberdade de expressão e informação, a todos compete defender. Que 2011 seja um ano de esperança e que, a todos os níveis, o bom senso prevaleça, sempre pela positiva e pela Madeira. Francisco Leite Monteiro

Espectacularidade da festa terá apagado, por momentos, certas travessuras...

Enquanto aguardava o embarque no avião que me trouxe ao Funchal, tomei umas notas sobre o que já lá vai com uma visão do que está para vir, na tal perspectiva da "Madeira vista de fora". Mas, é após saudar 2011, à boa maneira da nossa terra, com um grandioso espectáculo de fogo de artifício - o que de melhor há no mundo e que, uma vez mais, tive o privilégio de desfrutar - que termino este primeiro artigo do ano. Depois da alegria e da espectacularidade da festa que, por momentos, terá apagado da memória certas travessuras, injustiças, aleivosias passadas, esbatendo a iminência dos seus efeitos, proponho neste início de 2011, evocar certas situações, oxalá contribuindo para soluções que bem sirvam a Madeira.

Para a frente-mar, tema recorrente que sofreu um agravamento considerável no Funchal, em consequência do '20 de Fevereiro', além dos múltiplos aspectos técnicos, importa acautelar o tratamento urbanístico de todo o espaço da Pontinha a São Tiago, no respeito dos valores e características do que de bom e natural existe e, sem demoras decidir sobre o destino do aterro e a remoção definitiva das instalações que em nada de bom contribuem para a 'Porta de Entrada' nobre da Região. Premente é também a actualização da legislação de protecção ambiental que acautele a competente fiscalização, em todo o espaço natural da RAM, desde a Ponta do Pargo até à Ponta de São Lourenço, para que não aconteçam novos 'desastres', como foi o da 'Quinta do Lorde'. Adiadas ou esquecidas, existem outras situações, como a do Lugar de Baixo, assim como, bem próximo do Funchal, a da Praia Formosa, onde não se vê o fim do desmantelamento da velha instalação de combustíveis, e persistem riscos derivados do oleoduto submarino que passou a abastecer directamente a central da EEM nos Socorridos, deslocado que foi umas centenas de metros para poente e que continua a ser uma ameaça, avivada com o que se passou com o temporal de há 2 meses, que rebentou e arrastou uma bóia de amarração para o meio da Praia Formosa.

Outros temas há, que de novo a seu tempo abordarei, mas neste início de ano, um existe que não pode deixar de aflorar-se com o apelo ao senso comum, sob pena de todos nos tornarmos responsáveis pela destruição dos dois jornais diários da nossa terra que, a bem do pluralismo, da sã concorrência e em nome da liberdade de expressão e informação, a todos compete defender.

Que 2011 seja um ano de esperança e que, a todos os níveis, o bom senso prevaleça, sempre pela positiva e pela Madeira.

Francisco Leite Monteiro