Tem-me causado alguma perplexidade o facto de alguns opinadores criticarem o deputado do PS Madeira na Assembleia da República por este estar envolvido em matérias relativas à comunicação social debatidas em São Bento. Perplexidade porque não criticam as ideias defendidas e assumidas, mas apenas o facto de um jornalista/deputado assumir posições relativas à sua área profissional. São pessoas que estão a agir de má fé com o objectivo de silenciar-nos. Já imaginaram se um médico/deputado ou um jurista/deputado se recusasse a debater assuntos de saúde ou de direito? ou então se um professor se furtasse a discutir a educação do pais?

Até percebo que alguns tenham posições divergentes. É legitimo e democrático e até aceito que o façam em várias plataformas. O que não admito é que ponham em causa a minha legitimidade e seriedade para discutir em sede própria aquilo que entendo ser importante e relevante para esta região.

Mas aquilo que verdadeiramente enoja é a escrita caluniante de alguns seres rastejantes que se acham no direito de ofender toda a gente para ficarem bem na fotografia perante o chefe. Mal sabem eles que em ambientes semi-privados o chefe serra-lhes na casaca ,ignorando as suas opiniões, considerando-os inúteis e atados. Aliás , que tipo de legado é que esta gente vai deixar aos filhos? será a de alguém que pensa pela própria cabeça ou de um ser rastejante. Vulgo lambe-botas, ignorado pela cúpula partidária, que até a família envergonha? E ainda têm a lata de pregar moral na paróquia.

P.S. porque será que as televisões nacionais iniciaram o debate das presidenciais antes de todas as candidaturas terem sido validadas pelo Tribunal Constitucional? (perdoem-me se acham que não devo fazer a pergunta). Não é defeito. É feitio.

Luís Miguel França, Deputado do PS-M na AR