Carlos Costa O Pico Castelo no Caniço foi descaracterizado e oferece perigo às populações.
O «cinturão verde» de floresta exótica que contorna a cidade do Caniço, foi adulterado, a troco de um projecto agro-pecuário. O PDM - Santa Cruz (2004), esse, deu uma ajuda e lá criou uma excepção; ou seja no meio da espaço verde natural inventou, um espaço agrícola. Só vendo para querer!
O problema está na desflorestação. A destruição das árvores naquela encosta desprotegeu os solos das chuvas e abrir fendas. A desocupação de grandes áreas de terreno aumentou o perigo e potencia, em caso de chuvas intensas (por ex. no 20 de Fev. os níveis de precipitação máxima acumulada na zona da Camacha/Caniço, em 30 minutos oscilou entre os 60 a 80mm - ver relatório das aluviões pag. 76 e 77), o deslizamento de materiais ( pedras, troncos e outros sedimentos ) pela montanha abaixo, criando uma torrente de consequências imprevisíveis. Perante uma situação de catástrofe, quem assume as responsabilidades? Quem paga as indemnizações?
O que se lamenta em todo este processo é a posição da Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais e a Direcção Regional de Florestas que autorizaram ( ver DN 06 Set. pág. 11) em conjunto, que toda aquela zona fosse escalvada, a troco de um projecto qualquer, sem que fosse tido em conta, uma rigorosa avaliação dos riscos/benefícios e a mitigação de eventuais impactos ambientais. Resta saber qual é a posição definitiva da Câmara Municipal de Santa Cruz depois do embargo administrativo e da Junta de Freguesia do Caniço, cujo presidente Aníbal Alves, em reunião pública do executivo no Caniço (a 28 Out.) limitou-se a «bater palmas». Respostas, decisões, exigem-se, antes que aconteça uma desgraça.