Paulo Gomes Entre os que não comentam e os que não se lembram e não têm dúvidas, não é fácil escolher o próximo Presidente da República. O povo acaba sempre sem saber se o Coelho se aguentaria no poleiro ou se a Coelha só abriga moralistas como Cavaco e Catroga, (lembram-se daquela avezinha inocente que foi negociar o orçamento para 2011) vizinhos de divorciadas de ocasião ricas e saudosas dos ex-maridos. Duas coisas são certas e a primeira é que eles (a tropa que encantou milhares de milhões) são todos vizinhos e amigos e se calhar ainda pedem subsídio de residência dando moradas no resort do Dias Loureiro, lá para Cabo Verde. A segunda é que José Manuel Coelho foi o primeiro madeirense a candidatar-se ao cargo (se eu votar será nele), tem sido a figura da política regional nos últimos tempos, quer se goste ou não, e ainda dá uma perninha pela "metrópole". Reconheço que pode não ser um "projecto" político ainda a sério, mas após trinta e tal anos de muitas coisas nada sérias de toda a classe política, desde o insulto, ao desprezo e chalaça política, que queria o povo? E quando falo no "sério", refiro-me apenas à consequência política que seria presidir ou formar governo e por aí fora. Mas é bom que Gente assim comece a pensar mais longe, porque esta coragem não há-de ser sempre semi-ignorada nas urnas.

A menos de uma semana das eleições e exceptuando o "nosso" candidato madeirense, confesso que nenhum outro inspira confiança. Um político ou um economista que não costuma praticar aquilo que prega, não é novidade nenhuma. Até podem ter muita boa fé, mas o que se vai descobrindo que andaram a fazer pela vida, com gente e instituições que burlaram o país em tantos milhões que até se me entorta a língua, desilude-me completamente. A comunicação social já deu Cavaco como vencedor e à 1ª volta. Ou ninguém lê, ouve ou vê notícias ou só sondaram vesgos e fanáticos dos polvos rosa e laranja. Porque quem teve conhecimento de tudo o que se disse e provou durante a pré e a campanha, ficará com muitas dúvidas e não quererá errar, certamente! E depois não acredito nas palavras de coração aberto destas "emas" da política. Afinal correm para quê se não precisam disto? E porque havemos de meter sempre gente reformada em cargos bem remunerados? Ainda por cima onde tudo é de circunstância. Não manda nada e mesmo que vete podem passar-lhe por cima. E dizem que vão fazer o quê? Ajudar os desfavorecidos, consolidar as autonomias, melhorar as finanças do país? Quem? A Rainha de Inglaterra, pelo menos, ainda tem uma moeda própria.