No passado 21 de Dezembro saíram os primeiros resultados do concurso de candidatura a benefícios sociais para o presente ano lectivo. Tal como era esperado, e antecipadamente previsto pelas instituições, o número de bolseiros desceu relativamente aos anos anteriores. Infelizmente, a adesão à luta contra os cortes no ensino superior, por parte de todos os estudantes e instituições que apoiam o estudante, não foi tão forte e eficaz como deveria ser.
O que nos resta fazer? Há que saber que medidas tomar perante esta situação.
Temos que lutar por aquilo que queremos para o nosso futuro, e não podemos permitir que tirem o direito de aceder ao ensino superior. Estas contribuições, que nos são atribuídas todos os anos, são providenciadas pelo Estado Português, não são mais do que o nosso direito de cidadão, o nosso direito de acesso ao conhecimento superior, quer sejamos ricos ou pobres. E essa responsabilidade não deve caber a outras organizações.
Num ano em que a água, luz, pão, telecomunicações, gasolina, transportes, impostos tornam-se alvo de subida, não podemos esperar um ano fácil e a justificação da falta de conhecimento não é aceitável.
Os erros do nosso Governo parecem ser constantes, e esses erros custam caro. A factura de pagamento chegou, no momento em que se soltaram os fogos para a entrada do novo ano. E os portugueses festejaram…
O povo português precisa de se actualizar constantemente, e não ficar à espera de outra revolução. Há que implementar estes hábitos de aproximação com as decisões dos nossos líderes, nos estudantes. Pegando no exemplo das subidas de propinas do Ensino Superior no Reino Unido, os protestos por parte dos estudantes, foram notícia em todo o Mundo.
Temos que ter a força de fazer acontecer. O estudante necessita de ter voz activa, pois trata-se do futuro do nosso país, o nosso futuro.
João Francisco - Aluno da UMa