C. Andrade Já todos fomos prepotentes num momento ou noutro da nossa vida. Neste artigo, porém, considerarei apenas as pessoas que fazem da prepotência, a sua forma de estar .Quer seja o líder de uma empresa ou instituição, que ao invés de realizar uma crítica construtiva ao trabalhador, dirige-se a este com arrogância, humilhando-o. Não percebe este suposto líder que está a desenvolver, nessa pessoa, uma aversão ao trabalho que pode traduzir-se numa profunda desmotivação e quebra de produtividade. Pode ser o governante - que apesar de se ter comprometido com o seu eleitorado,na criação de situações propícias à melhoria de qualidade de vida deste, ignora e menospreza as reivindicações, queixas e dificuldades, muitas vezes, bem penosas, daqueles que nele confiaram.
Pode ainda ser aquele médico que atende com simpatia os pacientes do seu consultório, mas nos serviços estatais, mal olha para o doente, despachando-o, de forma rápida e impaciente, sendo, em alguns casos, rude pois sabe que o utente, mesmo humilhado, precisará de voltar, para beneficiar dos cuidados de saúde. Como bem disse, o sociólogo italiano F. Alberoni "(...) os mansos são obrigados a calar pelos intolerantes.(...)."
A todos os que agem assim, não julgo. Isso cabe aos tribunais e, para os crentes, também a Deus.
Os casos que citei são apenas exemplos, pois o "vírus da prepotência" pode encontrar-se em qualquer profissão. É da natureza humana. Gastarei as últimas palavras deste texto, felicitando a todas as pessoas, de qualquer categoria profissional, entidade pública ou privada, que atendem e servem o próximo com atenção, dignidade e muitas vezes, com um sorriso, mesmo nos momentos em que a sua vida a tal não convide. Com pessoas assim, desculpe S. Amaro, a quadra natalícia nunca encerra.