Muitas são as formas procuradas ao nível do marketing por empresas privadas e/ou públicas, em que o principal objectivo é sem dúvida o de poder colocar no mercado um determinado produto ou serviço. Os estudos deste segmento visam sempre despertar o interesse de um maior número de público e assim rentabilizar o investimento realizado. Este método, na área cultural, também deveria ser utilizado. À imagem dos muitos cartões que são utilizados pelas empresas para fidelizar um maior número de clientes, concedendo-lhes regalias, não seria descabido por parte dos responsáveis pela actividade cultural da nossa Região, em criar um cartão de cultura destinado quer à população, quer ao turismo que nos visita. Exemplo desta prática é o cartão de cultura da Revista Sábado que, sendo adquirido por um valor simbólico de 7,5 €, concede aos seus detentores regalias no acesso a uma variedade de actividade cultural, através de parcerias com instituições culturais em todo o território Português e inclusivamente de algumas na nossa Região. Naturalmente que a concepção e produção do mesmo, representa um investimento inicial. No entanto os custos mais significativos poderão vir depois, e mais precisamente na necessidade de manter informados os aderentes, isto através da criação de um site e da sua constante actualização com recurso à internet. Nesta óptica não seria descabido que este tipo de cartão fosse lançado pela própria Direcção Regional dos Assuntos Culturais pois apoia e promove a actividade cultural e poderia inclusivamente aproveitar a existência do seu site "Culturede" , como forma de publicitar quer os eventos, quer os parceiros do referido cartão.

Luís Guilherme de Nóbrega, Comissário Independente