Duarte Caldeira Ferreira Acontece campanha eleitoral para ocupar um lugar em Belém e, pela primeira vez na nossa história (ou estória??), com um candidato madeirense. Independentemente do candidato que levar o meu voto, há factos que devem ser evidenciados. (...) Recordam-se que o candidato Cavaco Silva foi o ministro das finanças que obrigou, pela primeira vez, o Governo Regional a ir á banca para poder fazer, na altura, meia dúzia de obras? Lembram-se do primeiro ministro que obrigou ao chamado "equilíbrio financeiro", que pois não só Governo Regional, mas também as autarquias da Região Autónoma da Madeira, na miséria? Lembram-se que a partir desta data o Presidente do Governo Regional da Madeira, passou a tratar o primeiro ministro, por " Senhor Silva"? Há relativamente pouco tempo o Senhor Presidente da República que visitou a Madeira e que se sujeitou ao programa elaborado pelo governo regional e que, nem á Assembleia Regional ( primeiro órgão da Autonomia) se deslocou, prejudicando a Madeira na sua imagem de anti-democrática. Contudo poderemos dizer que foi o único candidato que realizou um mega jantar (cerca de mais trezentos apoiantes do que Manuel Alegre) no Funchal e que foram servidos vinhos madeirenses ( sabem que sou um grande defensor do consumo daquilo que é produzido por nós) - lá vão pensar que aquele está a defender o que produz, como já vi uma critica a uma das minhas cartas de um idiota anónimo qualquer, mas como sabem obviamente não foi nenhum dos meus vinhos, mas que me deixou muito satisfeito, na mesma. Outro candidato que nos chamou á atenção foi o corajoso candidato madeirense José Manuel Coelho, quer nas suas declarações diárias, que diz que aquilo que muitos gostariam de dizer, mas falta-lhes coragem, com a sua linguagem simples e acessível a todo o povo e, quer na sua entrevista á "doutora Júlia da Sousa". Esta entrevistadora, casada com um presidente de Câmara do PSD, lá para os arredores de Lisboa e obrigatoriamente apoiante de Cavaco, demonstrou que não percebe a linguagem do povo e que é defensor das elites. Portou-se muito mal, demonstrando desde o principio da entrevista, que pretendia pôr a ridículo o candidato madeirense, mas saiu-lhe o tiro pela culatra. Coelho explicou o que ela julgava inexplicável, atirou em várias direcções, algumas até que eu posso não concordar, mas é o seu estilo, simplista e entendível, sem receios, soube pôr a entrevistadora no seu lugar, quando a tratou por colega, depois de passar o tempo a tratá-la por "doutora". (...) Em relação a outros candidatos, tudo na mesma, Manuel Alegre, sempre igual a si próprio, Nobre a querer "cobrar" o seu grande trabalho feito na AMI… e Defensor de Moura a querer tentar o impossível… Seja qual for o candidato eleito, na primeira ou na segunda volta, faço voto para que utilize as suas competências para ajudar Portugal a sair da crise...