Asúbita doença do líder histórico da Madeira gerou uma semana atípica, totalmente imprevisível. Condicionou tudo e todos e originou uma série de factos e constatações que vão moldar o futuro próximo da vida pública madeirense, centrada no PSD-Madeira e nos seus protagonistas. Seja por convicção ou por compaixão, ninguém de peso ousará contestar nenhuma das medidas nem nenhum dos nomes elencados antes ou depois da passagem pelos cuidados intensivos hospitalares. As avaliações serão sempre extemporâneas, nesta altura. Resta esperar e rezar para que tudo corra pelo melhor, na esperança que o negrume que paira sobre nós seja paulatinamente infligido por uns raios de sol... A esperança é o que vai faltando em muitos sectores da nossa sociedade, como se pode deduzir do caso bastante mediatizado, esta semana, em torno da criminalidade e do cínico 'faz-de-conta' oficial. Para os decisores de Lisboa não é necessária uma esquadra na Camacha, porque não existe criminalidade significativa nessa terreola onde outrora se podia fazer coisas simples e saudáveis, como passear na rua descontraídos (até com um 'bom dia' ou 'boa tarde'), mandar as crianças para a escola sem receios, sair de casa com a garantia que no regresso ainda terá a sua TV, o electrodoméstico, a pulseira, o anel e os 'brincos' esquecidos na sala. Para tão douta conclusão contribuíram uns senhores emproados de cá, cuja ocupação principal é disfarçar realidades com estatísticas viciadas. Eles querem que o sr. José, do Rochão, e a menina Antonieta, do Vale Paraíso, vão-se queixar do roubo da TV e da jóia ao Bairro da Nogueira, onde umas mentes brilhantes de cá - não de Lisboa - decidiram abrigar tudo o que é gente problemática, com prejuízo primeiro das boas pessoas que por lá também moram, e em segundo desgraçando uma freguesia que até era saudável e visitável. Depois, alardeiam que se não há queixas, não há criminalidade. E se não há criminalidade, para que é querem uma esquadra? - perguntam de Lisboa. Os nossos representantes gaguejam e tudo fica na mesma, ao ponto da única esperança ser vê-los, e às suas famílias, passarem por algo parecido. É uma constatação triste, mas é a única. No fundo, esta falta de casos para engordar estatísticas resulta unicamente da vontade política. Centremo-nos nas decisões políticas que esvaziaram a investigação criminal nas nossas polícias: agora existem núcleos e mais núcleos, coordenação e interligação nulas, resultados zero, agentes policiais desmotivadíssimos, muita autuação nas 'linhas amarelas' e na falta de 'cadeirinhas' de crianças, estatísticas excelentes. Os políticos e a bandidagem são os únicos contentes, cada um por motivos diferentes, mas que vão dar ao mesmo: total liberdade para continuarem a reinar! Até quando poderemos continuar neste 'faz-de-conta'? José Manuel Rodrigues, Deputado do PP em Lisboa Aprovada a sua iniciativa de alargar os subsídios também às viagens de barco, comprova ser o deputado mais produtivo da Madeira! Sérgio Marques, ex-deputado europeu Recuou na promessa de só falar no congresso PSD, onde tudo já está definido. Bom sinal. A Madeira precisa de Sérgio Marques em forma! Francisco Fernandes, Secretário Regional da Educação É com o habitual 'sim, não, talvez' que a Madeira se depara com a reorganização curricular prevista para o Ensino Básico e Secundário. Rúben Aguiar, ex-candidato à JSD-Madeira A desistência da corrida à JSD denota tudo o que de pior transparece nos maus políticos. Onde estão as ideias e a vontade de lutar por elas? D. António Carrilho, Bispo da Diocese do Funchal 'Fechou' mais um negócio imobiliário e considera que os fiéis não têm nada que saber do mérito ou demérito do mesmo. Dá que pensar!

Agostinho Silva, Subdirector