A cerca de uma semana de eleições, e quando todos os dias se anunciam reuniões do poder regional com as estruturas de base para fazer levantamentos de necessidades, julgo que é altura de parar e pensar. Ninguém põe em causa que o turismo é a principal actividade económica na Região. Considero também que é a única sustentável a longo prazo. Mas é sustentável apenas se o acarinharmos, e se tivermos em atenção as necessidades especiais desta actividade. Julgo que já é tempo de todos os madeirenses avaliarem as suas acções (e omissões) em função das consequências destas para o futuro do turismo na Madeira. Vamos acabar com os "pequenos" pecados que põem em causa a imagem do destino, quer as coisas grandes, quer as mais pequenas. Aos administradores que nos governam, vamos pedir que avaliem do impacto das suas iniciativas no turismo: se forem positivos, avancem; se forem neutros, repensem-nas; se forem negativos, cancelem-nas definitivamente. De acordo com um estudo da DRT, os turistas que nos procuram querem bom tempo, coisa que não podemos controlar. Querem natureza e calma: vamos preservá-las, a todo o custo. Querem bom serviço e simpatia: vamos fomentar um e incentivar o outro, promovendo a cultura do sorriso. Preocupa-os o excesso de construção e a descaracterização da ilha: vamos tranquilizá-los, parando com a construção desregrada e as estradas desnecessárias. Acima de tudo, e antes de fazer seja o que for, vamos estudar os impactos dessa acção. Acho, aliás, que não estudamos suficientemente o fenómeno do turismo. E que este deve, e merece, ser mais estudado, e que os resultados destes estudos devem ser divulgados.

Roberto Loja