Sérgio Rodrigues Escrevo nesta rubrica do DN, tribuna livre para os leitores, para saudar o sr. José Amaro que nesta secção chamava atenção para o secretismo que envolve as contas da Diocese do Funchal.

Vários exemplos poderiam ser dados como nada mudou em relação ao anterior bispo, até piorou... veja-se o caso do Solar do Porto da Cruz que foi vendido á família Clode, um património riquissimo que devido á sua situação e centralidade tem um valor elevado mas a Diocese nem disse uma palavra aos cristãos. O padre do Porto da Cruz foge do assunto como o diabo da cruz... Outro exemplo escandaloso, que também o sr. Bispo não dá cavaco a ninguém, é o caso do "negócio milagreiro" da Imagem Peregrina durante um ano. Muitos perguntam para onde foram as centenas de milhares de euros que a imagem propocionou á diocese? Só no negócio das VELAS, como vi na SÉ, nos LENÇOS, ROSÁRIOS , no OURO oferecido por tantas pessoas, devemos perguntar porque é que quase depois de dois anos a Diocese e o seu Bispo, que fez da Imagem uma propaganda á volta da ilha da não apresentou ainda as contas? Quanto Ouro foi oferecido? Que destino teve esse Ouro?

Todos sabem que onde vai a imagem de Fátima, corre rios de dinheiro! Na Madeira foram as paróquias que tiveram as despesas, a Policia foi gratuita, até na Ribeira Seca, o poder politico participou com o apoio das Câmaras Municipais e continuamos sem saber para onde a diocese aplicou as receitas, que não foram poucas! Onde pára o dinheiro? Como foi aplicado? Em favor dos pobres ou das mordomias da Igreja, como festas, procissões e fogotório? O Sr. Bispo que ainda não prestou contas do passado, veio no fim do ano pedir mais dinheiro para um Fundo Social da Pobreza que também não explica o que recebe e nem como o aplica. O que lemos no Jornal é o Sr. Barbeito se lamentar que os pobres aumentaram e que falta dinheiro e meios na Cáritas para socorrer os que precisam. Afinal para que foi o Fundo do ano 2009 e agora o do ano 2010? Haja transparência nas contas da Diocese, não se iludam os que com algum esforço contribuem e o Sr. Bispo dê uma explicação da gerência desses dinheiros para que ainda haja alguma credibilidade na Diocese. Assim voltamos ao passado e a transparência nesta Diocese será uma miragem.