Olavo Manica Em pleno desastre causado pelas chuvas o presidente Chávez sai em campanha e declara-se chefe de uma rebelião popular. Veste-se de verde oliva, tipo Fidel Castro ,e ordena desde um jipe militar ou desde um helicóptero e neste caso, a ordem vem do céu. Incentiva o Povo e os militares a ocupar terras, casas, escolas, hotéis e armazéns dos ricos por tempo indeterminado. Antes havia um défice de 1.5 milhões de habitações, chegou o militar golpista e agora é de 2.5 milhões. Como este governo constrói apenas 30 mil casas por ano e são 80 mil as novas famílias que necessitam de casa por ano, a lista continuará engrossando até à eternidade e isto sem contar com os novos desalojados devido às chuvas. O golpista assumido aproveita os desastres naturais para traficar com a miséria humana, prometendo tudo mesmo sabendo que é impossível cumprir. É um crime jogar com o drama humano, é uma estratégia utilizar a tragédia e a dor dos mais necessitados para proveito próprio. Alguns governos anteriores e menos corruptos que este, com o preço do petróleo a 10 dólares o barril construíam 60 mil vivendas por ano. Este governo com petróleo acima de 80 dólares apenas constrói 30 mil casas, chinesas, cubanas e iranianas, algumas de má qualidade. Desde a tragédia de Vargas em 1999, ainda existem desalojados em refúgios improvisados, com mais uns milhares de agora, daqui a 20 anos provavelmente ainda estarão à espera de vivendas dignas. Esta revolução tem financiado centenas de vivendas em Cuba, Nicarágua, Bolívia e Equador. Luz para a rua e escuridão em casa. Esta revolução passará à Historia como o governo que mais recebeu dinheiro e que menos vivendas construiu. Hoje ainda existem zonas arrasadas em Vargas como se tivessem sido bombardeadas por uma guerra. E pensar que prometeu há 11 anos que o Estado Vargas seria a maior potência turística do Planeta. Quando as chuvas caem sobre um País em franca destruição o seu efeito é duplamente catastrófico. A falta de previsão e a negligência deste regime militar corrupto que em vez de construir, gastou o dinheiro em armas e maletas de dinheiro para campanhas eleitorais, dá nisto. Desde que a revolução deu-se de conta que expropriar era melhor que construir e produzir, lixaram-se os venezuelanos. O caos e a miséria são os principais aliados das tiranias. O mundo avança. Venezuela retrocede.