Hoje gostaria de partilhar um pouco da história de Lionel Messi, o melhor futebolista do mundo. A história de um menino, autista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo do "alto" do seu 1.10 metros e cujo corpo teve que ser tratado com hormonas de crescimento para, 59 cm depois, encantar o mundo do futebol com o seu fantástico pé esquerdo, como se a bola fosse uma extensão de si. Barcelona e o mundo rendem-se ao talento de "La Pulga", e os adversários caiem aos pés deste puro e raro talento. Penso que ele não imaginaria a glória que o esperava quando, em 2003, com 16 anos, vestiu pela 1ª vez a camisola principal do Barcelona, num jogo com o FC Porto, na inauguração do Estádio do Dragão. Anos antes, em 2000 havia sobrevoado o Atlântico para se curar de uma patologia hormonal, pois na sua terra os prognósticos para a cura do nanismo eram nulos. O seu talento era precoce, fintando meninos com o dobro do seu tamanho e marcando golos em série. O seu pai não se resignou à adversidade, tendo sugerido que o clube que representava com tal mestria lhe pagasse os tratamentos. Perante a recusa, e com a ajuda de uma tia emigrada na Catalunha, os pais vieram para Espanha onde Messi foi fazer testes ao Barcelona. Aqui, com a bola quase pelos joelhos, logo maravilhou os treinadores do Barça. Carles Rexach, director do Centro de Formação do Barcelona não hesitou em contratá-lo após 2 treinos, ficando espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha que lhe pagar os tratamentos sugeridos pelos médicos na Argentina. Foi dito e feito. Durante 42 meses Lionel, levou todos os dias, injecções de somatropina, hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos. Em 2003, a milagrosa hormona fez de Lionel o que ele é hoje: um rapagão de…1,69 metros! O resto pertence à história, mas a grande lição que fica é a do seu pai que ficará imortalizada por nunca ter desistido do sonho de curar o filho. Não enfocou no problema mas sim na solução. Um exemplo. Até breve.

João MM Castro, Psicólogo Clínico