Andreo Martins Neste momento de campanha para as eleições presidenciais temos o espelho do país em que vivemos. Assistimos a mais do mesmo, ou seja, discutem-se as negociatas em que estão envolvidos candidatos, trocam-se acusações surreais entre candidatos, enfim, vale tudo para conseguir o voto de confiança do eleitorado. Vivemos num país em que a animosidade entre as diferentes cores partidárias sobrepõe-se aos problemas reais do país, onde o desemprego e a pobreza são secundarizados face às intrigas e discussões desnecessárias entre políticos nesta luta titânica pelo poder, esquecendo deveras o que deveria ser mais importante, dar um rumo a este país. Não deixa de ser curioso que aquele que apelidam de maluco, candidato que ninguém leva a sério, etc, etc, etc; é aquele que põe a nu todos os problemas existentes no país, e que tem a coragem de dizer aquilo que muitos pensam e que não dizem, ou por medo, ou por conveniência ou ainda por subsarviência. Portanto não espantará ninguém que o grande vencedor destas eleições seja a abstenção, fruto desta ridícula campanha eleitoral em que se discute tudo menos os problemas reais do país, excepção feita àquele tal político "maluco" que embora estejam a subestimá-lo, decerto irá despertar o grito de revolta de muita gente.