"A Madeira precisa de iluminar as suas noite. O deserto da noite é confrangedor", "Coitada da minha sucessora. Ela está metida numa situação tão difícil".
Os sete anos do Universo de Memórias de João Carlos Abreu foi o mote para uma entrevista a um homem de muitos universos. Um homem que defende que o povo da Madeira devia ser mais livre, mais interventivo, porque é um povo que ainda não teve coragem de desamarrar as cordas que o prende.
Por isso, no âmbito da CRIAMAR, as crianças estão a ser preparadas para essa intervenção que considera fundamental na sociedade. Diz mesmo que a palavra pode ser errada, mas é melhor do que o silêncio.
E, apesar de afirmar várias vezes na entrevista que não gostaria de falar de política, João Carlos Abreu não deixou de criticar uma política que tem sido uma espécie de "percurso de insultos". Uma política que se faz de novelas e que não discute o essencial. E o essencial, para o ex-secretário do Turismo, são os problemas dos que estão desempregados, daqueles que se licenciaram e que estão às centenas com o diploma em cima da mesa à espera de um trabalho. "Daqueles que desesperam e que andam com o currículo na mão e que batem à minha porta a pedir emprego".
Tudo problemas que não vê serem discutidos e que o levam a defender uma sociedade mais bem preparada, "em que o silêncio dê lugar ao discurso e ao diálogo".
Outra coisa que nega é que a culpa da actual situação do país seja apenas de José Sócrates. Diz que tudo vem detrás e passou por todos os partidos.
