José Manuel Cabral Fernandes A Câmara Municipal do Funchal para acudir aos trabalhos de reparação dos danos causados pelas chuvadas de Fevereiro e incêndios de Agosto necessita de verbas. Assim se explica o agravamento da taxa de recolha de lixo em 200%. Já não se percebe porque não chama a si as receitas dos estacionamentos em zonas públicas e até em parques feitos com dinheiros públicos e ceda a sua exploração a concessionários privados. Por este País fora (Lisboa e arredores) a exploração desses espaços é realizada por empresas municipais, garantindo-se assim que as respectivas receitas se destinem a gastos públicos e não caiam em bolsos privados, sem contrapartidas. Porque será que na Madeira (tão necessitada de recursos financeiros) persista o escândalo de disponibilizar receitas públicas a favor de concessionários privados? Por mim recuso-me a alinhar com esta treta e vou fazendo colecção dos talões de cobrança e aguardando que sejam remetidos a Tribunal para aí ter ocasião de suscitar a mais que duvidosa legalidade e constitucionalidade de tal procedimento ou "negócio da China".