José Luís Gonçalves Rocha Veja-se as coisas com olhos de ver… Este regime capitalista quer na América, na Europa, no Brasil, na Rússia, na Austrália, na Indonésia e nos restantes países, há muitos anos que não fazem limpezas nas florestas, porque não é rentável. O resultado por todo o mundo tem sido o mesmo, ou seja arde tudo em todos os lugares do mundo. As consequências são graves. E o aquecimento global a acentuar-se, é menos oxigénio produzido, menos capacidade de absorção de carbono, etc. Todos os anos é assim, ora num lado ora noutro, mas persistentemente acontece. Perante estas calamidades globais dos incêndios que têm feito os diversos governos? Nada ou quase nada. Porquê? O símbolo dos poços de petróleo era e ainda é a chama permanente acesa. Agora as tecnologias já evoluíram e já se aproveita o gás que se perdia queimando. Assim os monopólios do petróleo têm quantidades de gás natural para escoar. É aqui que está o problema, pressionam os governos, aparecem no mercado em alternativa à lenha das florestas com preços que para essa multinacionais do petróleo é de refugo, mas que fazem que não seja rentável o desbaste e limpeza das florestas. Agora o vanguardismo utópico da evolução na continuidade deste capitalismo globalizado não olha a meios para conseguir os seus intentos. Fala-se agora muito nas CENTRAIS DE BIOMASSA. O que é isso? Já é real em alguns países e nós por cá já anunciamos o caso da muito propalada Central de biomassa da NUTROTON do ex. Líder do P.S.D., Dr. Marques Mendes pretende instalar no Santo de Serra. Neste caso concreto até o carro anda à frente dos bois, porque as câmaras municipais e a Secretaria do comércio e industria, já autorizaram prematuramente "de olhos vendados", sem terem uma ideia fundamentada sobre as consequências e os efeitos colaterais. Aparentemente isto é apresentado como um vanguardismo pioneiro, só que "se esquecem de dizer" que as CENTRAIS de BIOMASSA são a mesma coisa que um incêndio, mas mais grave, porque é como um incêndio todos os dias, 365 dias por ano nas 24 horas de cada dia. Mais palavras para quê? Ponto final.