Diana Rodrigues Facto: uma mãe divorciada (que trabalha) que não recebe do ex-marido a pensão de alimentos para a filha de ambos, recorre ao Tribunal de Família, que decide (claro!) a favor da mãe, "condenando" o pai a pagar a referida pensão. Ela recebe depois, em casa, uma conta do Tribunal, para pagar metade das custas do processo, cerca de €150. Facto: uma jovem que comprou um T2 vulgar recorrendo a um empréstimo à habitação, e que sempre pagou certinhas as prestações, recebeu uma carta da CGD informando que o spread do empréstimo vai mudar, aumentando €60/mês numa prestação de aprox. €300, a não ser que ela peça um cartão de crédito e uma conta especial que permite fazer descobertos, ou seja, levantar dinheiro mesmo quando não o tem. Facto: um nosso governante chama (e bem!) a atenção dos pais sobre a importância de estabelecer critérios rigorosos em relação aos seus gastos, que deverão dar prioridade às despesas com a educação. O nosso governo não tem dinheiro para as escolas, para a saúde, para os bombeiros, etc., e tem para construir um estádio e pagar o aluguer doutro estádio, que também já tinha pago. Facto: as Águas de Portugal, uma empresa do estado que dá prejuízo e que já excedeu o limite de endividamento deste ano, tem uma frota de 400 carros, incluindo topos de gama novinhos para administradores e directores, um dos quais gastou €7.000 em gasolina, num ano. Opinião: Não me parece que isto seja um país a sério. Fala-se muito em soberania, autonomia, liberdade, etc. Começa-me a parecer que se fossemos geridos pela Ângela Merkel, ou o FMI, talvez estivéssemos bem melhor.