M. Manuela M. Pita da Silva e Vide, Sócia n.º 600 A propósito da saída do nosso treinador Mitchell: na véspera dia13/9 foi dito que ele tinha o seu lugar garantido, no programa da RTP Madeira, Prolongamento. No dia 14/9 já estava despedido. Revoltada foi o meu sentimento pela inverdade. Mitchell pelo seu passado no Clube merecia mais respeito. Lamento que este clube de há uns anos para cá, tenha, pelo menos, 2 treinadores por ano. Sinto tristeza, neste ano 2010 - 2011 de receber sarcasticamente os parabéns (de alguns amigos continentais e de nacionalistas) que finalmente o Marítimo conseguiu ser campeão (primeiro clube a despedir o treinador). Mitchell foi um exemplo de jogador, capitão do nosso clube. Sou do tempo do Estádio dos Barreiros estar cheio nos jogos que se realizavam. E agora? A partir deste momento jamais irei aos Barreiros (sou sócia nº 600). Ia ao futebol desde os meus 6-7 anos. Só voltarei quando o meu clube deixar de ser como uma "escada rolante", tanto se está no cimo como rapidamente se está bem abaixo. Quem escolheu os jogadores? Quem dispensou o Senhor Fidalgo? Quem contratou, este ano, o Eduardo Luís ex-jogador do Marítimo e o dispensou? Teria sido o Mitchell? As verdades deveriam ser ditas aos sócios. O sócio não serve só para pagar quotas. Fez-se uma injustiça com o Mitchell, ao fim de 4 jogos, dois deles fora de casa (Braga e Sporting) não lhe tendo sido dada mais nenhuma oportunidade. Foi muito dura a decisão, foi o esquecer absoluto do grande legado que este jogador deu ao seu Clube. A frieza revelada nesta decisão, não é digna do Marítimo que conheço. Gostaria que no Marítimo houvessem sobretudo valores, integridade. "Integridade é fazer aquilo que está certo, mesmo que ninguém esteja a ver". (Jim Stovall) Repare-se o exemplo do Benfica relativamente ao seu jogador Mantorras, porque não joga, não vai para o lixo, ser-lhe-à dada outra oportunidade. Isto é humanismo, reconhecimento do ser humano. É um exemplo. "Ninguém é perfeito, só na gramática se pode ser mais que perfeito." (William Safire) Como sócia antiga fiquei amachucada e amargurada por este acontecimento inexplicável na minha racionalidade. Estou triste pela época desportiva ter acabado para mim (tenho as quotas pagas até ao final da época). Segundo a minha óptica foi a resposta encontrada ao inexplicável para a minha compreensão humana.