João Freitas Este foi um belo percurso que fazíamos pela estrada regional, em que seguíamos ao longo das bermas, onde se alternavam os novelos e as coroas de Henrique, que quando em flôr proporcionavam uma beleza singular. Este era um percurso, próximo do Funchal, que nos presenteava com a beleza da floresta, com os seus aromas, o silêncio, o chilrear dos pássaros e o som da água na levada e nas cascatas… Hoje, o vislumbre do cenário descrito só é possível na nossa memória, caso o conhecessêmos, pois se o percorrermos o cenário é desolador. O negro é a cor que persiste, sinal do fogo que destruiu a floresta deixando a paisagem castanha, o cheiro a queimado, o solo a descoberto, onde fácilmente se vêm as pedras que ameaçam rolar pela encosta, troncos de árvores caídos, árvores queimadas e que ainda estão de pé no limite da encosta e ameaçam cair para a estrada. Quando por ali conduzimos percebemos o risco a que ficamos sujeitos e que será maior com a chuva e o vento e períodos seguintes. O percurso que antes nos deslumbrava, se voltarmos a percorrê-lo, possivelmente, não nos deixará desejo de lá voltar, nos próximos tempos. (…)