Rocha Pinto Os caçadores estão, sempre estiveram e sempre irão estar ao lado da Madeira e das boas decisões para acautelar o futuro da Nossa nobre Região. Nada tenho a ver com partidos políticos, sou um fiel cumpridor da lei e das boas práticas de cidadania. Hoje decidi-me a escrever, pois sinto uma total incompreensão face às decisões administrativas que têm sido adoptadas na Região, sem qualquer base de sustentação, com o único objectivo de limitar o acesso às nossas maravilhosas serras, e uma constante perseguição aos caçadores. Ao Exmo. Senhor doutor Alberto João Jardim, pessoa por quem tenho muito respeito e consideração, solicito que dê orientações à tutela para um aprofundamento desta situação, e para que seja escutada a opinião dos clubes de caçadores antes de serem tomadas decisões cegas e precipitadas. Somos das pessoas mais interessadas na preservação da natureza e das espécies cinegéticas, e temos dificuldade em perceber as decisões tomadas ao longo dos anos, e principalmente agora, em que alegando questões relacionadas com os incêndios, se preparam para levar por diante algumas decisões fundamentalistas. Questiono: 1º Porto Santo - porque é que não querem abrir a caça no Porto Santo, alegando questões de segurança, quando o Número de espécies é elevado, não ocorreram incêndios e nunca se tendo colocado no passado esta questão. Não esquecer que a caça também permite dinamizar as unidades hotelaria e restauração da Região, e tão necessário em anos difíceis; 2º Zonas de Reserva- Estão fechadas ao longo dos anos, criam mato excessivo, proliferam doenças por falte de desbaste…e alimentam predadores que se vão desenvolvendo, nomeadamente cães e gatos vádios. Quando há doenças nos animais, estas zonas ficam completamente dizimadas escusadamente e ficam mais expostas aos incêndios; 3º Questões de segurança - Incompreensivelmente têm aberto nas ultimas épocas apenas algumas faixas de terreno livre, onde se concentram os caçadores da Região, provocando uma excessiva pressão sobre os animais dessas pequenas parcelas, e reduziria drasticamente o perigo de acidentes. Se as reservas fossem abertas, seria altamente benéfico para a caça e caçadores; 4 Censos - A maioria dos terrenos ardidos pertenciam a reservas, zonas onde nunca nos deixaram caçar. Nas zonas livres o impacto foi pequeno, e espécies como as perdizes, Galinholas e codornizes praticamente nada sofreram com os incêndios, bem como os coelhos nas Zonas Este e Oeste da Ilha; 5º Cães de caça - Treinados o ano inteiro, quase sem local para serem soltos (limitações sempre alertadas por nós), nem na época venatória os podemos soltar. Face ao exposto, às inúmeras solicitações de informações sem resposta, ao descontentamento generalizado, venho por este meio alertar todas as entidades envolvidas, com o único objectivo de poder contribuir para uma resolução equilibrada e que garanta o Futuro e o bem-estar de todos os Madeirenses.