Diana Rodrigues Li, com consternação, a triste notícia da mãe que tem estado em coma induzido, vítima do temporal de 20 de Fevereiro. Compreendo a angústia da família e a vontade que têm de ajudar. O que têm feito é louvável, e o pedido de solidariedade compreensível. Estou convencida que poucos ficarão indiferentes a (mais) este apelo, ajudando como puderem. Contudo, há circunstâncias que me revoltam: Onde anda o pai das crianças? A 1ª obrigação perante estes menores é dele - quer queira, quer não. Estou farta destes casos em que fica a mãe em situação crítica, obrigada a mendigar ajuda, seja ao estado, seja à família, amigos ou sociedade em geral, enquanto o pai faz o que quer e bem lhe apetece. Sei de vários casos de mulheres que ficaram com dívidas dos (ex-)maridos, a quem o tribunal muito eficientemente manda o patrão deduzir automaticamente uma parte do salário, que depois entrega ao credor. Não há escolha, nem fuga. Porque não acontece o mesmo a um pai que não paga a pensão de alimentos do filho? Porque é preciso a mãe pedir, e por favor, o que é uma obrigação fundamental do pai? Às vezes alegam que o pai está desempregado, mas muitas vezes a realidade é que trabalha por conta própria e não declara os rendimentos. Seria muito fácil às autoridades actuarem, mas a verdade é que não actuam. O resultado é que são sempre os mesmos que são chamados a pagar, a pagar e a pagar, a ajudar e a acudir: os cidadãos cumpridores, os que trabalham e descontam para a Segurança Social! Eu (supostamente) já ajudei esta mãe desamparada. Onde pára o dinheiro dos meus impostos e descontos? Porque é que a SS não acode a esta mãe? Se calhar, porque anda a esbanjar dinheiro em subsídios a vadios que não querem trabalhar e em pensões milionárias a quem descontou apenas meia dúzia de anos! É certo que devemos ajudar quem podemos, mas quero registar aqui o meu profundo descontentamento com esta situação, onde há dinheiro para tanta coisa mas não para valer a uma mãe doente com três filhos menores, que foi vítima do temporal.