Francisco Alberto B. Alves Branco Venho por este meio informar algumas situações vergonhosas que se passam neste E.P. Para começar, gostaria de falar da falta de condições na ala feminina, ala esta que tem oito celas de nome (celas individuais) mas de individuais nada têm uma vez que nestas oito celas habitam actualmente dez reclusas e um bebé de poucas semanas, que mesmo que queira ficar numa cela sozinha na sua privacidade é obrigada a viver com outra reclusa na cela. Na ala feminina não existe um refeitório para as reclusas fazerem as suas refeições, têm de comer na cela, também as condições do pátio de recreio desta mesma ala deixa muito a desejar uma vez que é um pátio minúsculo com cerca de quinze metros de comprimento por cinco metros de largura, não tem céu aberto uma vez que está coberto com rede, estas senhoras vivem aqui como sardinhas enlatadas. Este E.P. é tão grande e tem terrenos em seu redor porque motivo ainda não fizeram uma ala feminina em condições? A direcção Geral dos Serviços Prisionais não tem verbas, porquê? Então se já este ano a D.G.S.P. comprou carros Renault Megane para distribuir por quase todos os senhores Directores dos estabelecimentos prisionais deste país. Era bom que a D.G.S.P. fizesse um sector feminino em condições porque estas senhoras reclusas estão privadas da liberdade mas têm o direito à sua dignidade e dava trabalho na obra a muitos reclusos em vez dos actuais três que lá estão a trabalhar uma horta podre, nós aqui também pagamos os nossos impostos como qualquer cidadão, aqui neste E.P. quando fazemos compras pela cantina as mesmas depois de pagas no hiper ou noutro estabelecimento comercial este estabelecimento prisional ainda nos cobra uma taxa de 5%, sem qualquer aviso prévio. Se isto não e burla, então não sei o que é uma burla. Quanto à crise parece que ainda não chegou aqui à Madeira, e digo isto porque vejo e ouço os senhores ministros dizerem na televisão que em cada três saídas na função publica só é permitida uma admissão, mas aqui o é ao contrario, saiu uma Sr.ª Reeducadora e já cá estão três para a substituir, mas no entanto não há verbas para gastar dez ou quinze euros na reparação das fechaduras das portas de grades e os Srs. Guardas têm de andar a tirar cadeados de um lado para remediar outro, é uma vergonha. Todas as religiões devem ser respeitadas mesmo não sendo a nossa, mas aqui é diferente pelo seguinte, quando chega a altura do Ramadão há sempre uma enorme preocupação para que nada falhe, mas no entanto o Sr. Director proibiu uma reclusa de ir à missa católica, reclusa esta que nunca fez qualquer acto fora do normal na missa, esta senhora deve ter dito algumas verdades que alguém não gostou de ouvir e teve este castigo só porque gosta de ir à missa.