Duarte Caldeira Ferreira Na última sexta-feira do mês de Julho, finalmente passei em cima de asfalto na zona da Serra d'Água, mas como era de noite, cerca das 23h30, não pude aperceber-me do estado real da estrada e respectivas obras de arte que foram feitas para prevenir acidentes naturais futuros, na sua maioria aquedutos. No domingo, regressei da minha terra, o Seixal, como sabem, onde já se notou uma diferença na quantidade de pessoas que ali se deslocaram para passar este dia de descanso semanal, já consegui ver melhor, nomeadamente o facto de faltar ainda o tapete definitivo de asfalto. Ao passarmos não pudemos deixar de lançar uma exclamação: Uff, finalmente ao fim de cinco meses e dez dias e por causa do rali e somente por esta razão, passamos comodamente naquela zona. De facto a Madeira deve ser caso único no Mundo, onde acontecem coisas inéditas. Um rali, que não deixo de reconhecer que é um meio importantíssimo para promover turisticamente a Madeira, consegue sobrepor-se á comodidade de duzentos e cinquenta mil madeirenses!!!!! Nas últimas duas semanas, trabalharam dia e noite para que o obra ficasse transitável para as "bombas" do rali, o que nos leva a perguntar, porque razão andaram a sornear durante mais de cinco meses, mais de cento e cinquenta dias, para fazer aquilo, todos os técnicos entendidos diziam demorar apenas sessenta dias? Por causa de dinheiro não foi, porque no programa "Prós e Contras", foi dito, por um engenheiro de uma das empresas construtoras, que a falta de dinheiro não seria problema. Foi má vontade contra o povo madeirense, em especial o do Norte da Ilha, que necessitava de passar por ali, em muitos casos, duas vezes ao dia e contra todo o comércio do Norte, que ficou completamente asfixiado pela falta de clientes e que nem reclamaram junto das entidades competentes (até existe uma Associação Comercial do Norte, que ninguém deu por ela). O poder sabe que pode espezinhar à vontade porque os votos virão sempre para a sua banda. Oxalá aparecesse um partido credível, que fosse capaz de demonstrar ao povo madeirense que está preparado para ser alternativa…. Mas voltemos á Serra d'Água e que, fique registado para o futuro. Gastou-se muito dinheiro, mas voltou a fazer-se asneira e da grossa. Utilizaram a politica do funil. Onde já se viu os ribeiros a serem estreitados junto á foz?. Olhem para qualquer curso de água ( ribeira, ribeiro ou até qualquer rio), a foz é sempre mais larga do que a parte superior. Como fizeram bastará um pequeno pinheiro ou qualquer árvore da Laurisilva que seja arrancado mais acima e ficar atravessado na parte mais estreita do funil, para imaginarem o que poderá acontecer. Toda a pessoa que já utilizou um funil, percebe o que estou a dizer: quando se deita mais liquido na parte larga do funil do que a parte estreita dá vazão, transborda…. Que rica oportunidade perdida para fazer um trabalho em condições!!!! A Secretaria do Equipamento Social, sempre foi perita, em especial nos últimos mandatos, a fazer borrada, com projectos mal feitos, depois mal executados, mal fiscalizados e, portanto pessimamente mal concluídos…. É a incompetência ou a necessidade de manter a Madeira em obras, fazendo e desfazendo para garantir trabalho ás empresas do sector…..